Vândalos estão danificando as inscrições rupestres do sítio arqueológico de Afogados da Ingazeira na região da CARAPUÇA.
Se os responsáveis não abrirem os olhos, em breve toda essa história estará apagada.

Imagens cedidas por
Celso Brandão
Fragmento do texto de Soares Filho que mostra a importância da preservação da história.
"É uma unanimidade entre os arqueólogos do mundo todo que os homens pré-históricos utilizavam-se das gravuras rupestres com a finalidade de manterem a comunicação. Os registros deixados em rocha, aliás são objeto de estudos de uma infinidade de pesquisadores (...)
A Professora Gabriela Martin em seu livro “Pré- História do Nordeste do Brasil” fala dos inúmeros sítios arqueológicos espalhados pelo sertão nordestino, com grande ênfase para os sítios arqueológicos mais estudados da região sudeste do Piauí. Dentre os PRINCIPAIS SÍTIOS citados estão (...) Buíque–PE, Santana do Mato–RN, Pedra–PE, São João do Tigre–PB, Matozinho–MG e AFOGADOS DA INGAZEIRA (...) Estas tradições de pinturas rupestres estão classificadas em dois grandes grupos: a tradição Nordeste, caracterizada pela riqueza de infor mações que traz, mostrando figuras humanas e cenas cotidianas, muitas com a nítida impressão de movimento; e a tradição Agreste, caracterizada por figuras grandes, algumas disformes, mostrando elementos da fauna e figuras com características humanas misturadas a prováveis rituais (homens com asas, homens gigantes, etc.).
Alguns autores como a própria Dra. Niède Guidon e a Dra. Anne Marie Pessis admitem existir uma terceira tradição de pinturas, mas desconexa no que se refere às origens de grupos humanos – a tradição Geométrica, que combina traços e figuras geométricas, com poucas representações humanas ou de animais."
SOARES FILHO
fsoaresfilho@bol.com.br
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje | 1997-2008