AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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RELIGIOSIDADE

 

PERSONALIDADES

Mons. Antonio de Pádua Santos

Antônio de Pádua nasceu em Pesqueira (PE), no dia 07 de agosto de 1915.

Filho de Manoel Cristóvão dos Santos e Carlinda de Abreu Santos, logo cedo demonstrou interesse pela vida religiosa, participando do catecismo e ajudando na igreja, inclusive como coroinha.

Seus estudos primários foram feitos na cidade natal. Depois foi estudar no seminário de João Pessoa, na Paraíba, e, posteriormente, no de Olinda (PE), onde concluiu o curso de Teologia.

Recebeu o Ministério da Ordenação Sacerdotal no dia 08 de dezembro de 1943, na cidade de Triunfo (PE).  Três anos e meio depois, para tomar posse na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, chegou a Afogados da Ingazeira na manhã do sábado, 26 de julho de 1947, fixando residência na Casa Paroquial, na Avenida Rio Branco.

Padre Antonio, zeloso pelas coisas da Igreja, no seu jeito humilde sabia impor respeito com seriedade. Logo que chegou à cidade exigiu que, no interior do templo católico, as mulheres e os homens ficassem em lugares separados. As moças com roupas sem mangas não deveriam se comungar.
Homem simples, dinâmico e dedicado ao sacerdócio, padre Antônio logo se identificou com as pessoas da cidade. Foi redator do jornal “Gazeta do Pajeú”, cuja primeira edição saiu em 15 de novembro de 1953.

Em 1956 participou juntamente com o então acadêmico Hélio Vidal Campos da fundação do Ginásio Cenecista Monsenhor Pinto de Campos, sendo seu primeiro diretor e professor de Português, Latim e Literatura Brasileira.
Em virtude da participação ativa no desenvolvimento da cidade, padre Antonio recebeu, na gestão do prefeito Possidônio Gomes dos Santos, o título de Cidadão Honorário de Afogados da Ingazeira, em 12 de junho de 1959.

Em 25 de maio de 1961 o religioso foi eleito Vigário Capitular - padre eleito pelo cabido ou capítulo de uma diocese, para responder por ela durante a vacância ocasionada pela transferência do bispo -, em virtude da saída do bispo Dom João José da Mota e Albuquerque para ocupar a Diocese de Sobral, no Ceará. Administrou a diocese até setembro do mesmo ano, entregando-a ao novo bispo Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho.

Em 1962 fundou a Escola Paroquial na Rua Sempre Viva (atual Cônego João Leite, localizada na Rua Antônio Rafael de Freitas). Por essa época padre Antônio já comentava sobre a necessidade de se instalar na cidade uma Faculdade de Formação de Professores, para atender aos anseios da juventude.

O Santo Padre, o Papa João XXIII, em 27 de abril de 1963, o nomeou com título honorífico de Monsenhor. Com a súbita morte deste Papa, foi preciso haver uma reafirmação do título, fato que se deu em 30 de setembro do mesmo ano, no papado do Santo Padre o Papa Paulo VI.

Monsenhor Antônio de Pádua Santos era muito zeloso com religiosidade, reafirmando que o ensino do catecismo era de importância capital para estimular a curiosidade das crianças pelos assuntos da Igreja, também, sedimentar nelas a semente da cristandade. Durante as missas de qualquer outro celebrante, Monsenhor Antônio circulava a igreja mandando para dentro do templo os jovens fiéis que fugiam do sermão, para ficar conversando na calçada, do lado de fora.

Homem tímido, mas habilidoso. Ele mesmo consertava o jipe da paróquia usado nas visitas às vilas e aos distritos da sua jurisdição. Consertava, também, o seu rádio e os dos amigos que o solicitassem.

Teve a saúde debilitada em virtude da diabetes, e por ser cardiopata.

Na manhã de 11 de setembro de 1981, sexta-feira, mons. Antônio de Pádua Santos falecia, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). No seu sepultamento, um dos mais concorridos, veio gente de toda a região e de algumas cidades distantes (Pesqueira, Recife, Olinda, etc).
Seus restos mortais foram sepultados no interior da matriz do Senhor Bom Jesus dos Remédios, junto ao altar, ao lado direito de quem entra pela porta principal.

Em sua homenagem, em 1980 foi dado o seu nome a uma escola estadual localizada na Rua Antônio Alves dos Santos, em Afogados da Ingazeira.

 

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