AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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José Marques de Araújo (Zé Gago)

AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

José Marques de Araújo (Zé Gago)

Segundo filho e único varão do casal Antônio Salviano de Araújo e Vicência Clara de Jesus, nasceu em 31 de maio de 1921, em Tabira – então pertencente a Afogados da Ingazeira.

Tinha cinco irmãs: Carmélia, Maria José, Isa, Maria do Socorro e Expedita. Naquela cidade foi aluno de dona Silvana Silveira Silva e Erotides Góes. Conhecido de Zé “de Noca” (alcunha de sua mãe); Baraúna; mas o que tornou marca registrada foi mesmo “Zé Gago”, adquirido ainda na infância, pelo hábito de gaguejar, na ânsia de falar tudo o que pensava ao mesmo tempo.

Em 1937, com 16 anos, altera a idade para realizar o sonho de servir ao Exército Brasileiro. Em plena Segunda Guerra Mundial, José seguiria rumo à Europa, porém, permanece em Aldeia, Camaragibe-PE, onde aprendeu a guiar carros e carregava os pracinhas aos navios no Porto do Recife.

Para felicidade da família, ele fica aguardando no litoral brasileiro as ordens de embarque, o que não acontece, pois a Guerra havia chegado ao fim. Nesse período, convive com o cantor Luiz Gonzaga, que também servia ao Exército.

Posteriormente José recebe o mérito de Ex-Combatente do Exército Brasileiro pelas Forças Armadas.

Após a Guerra, e de volta a Tabira, começa a trabalhar e pede auxílio à dona Noca, sua mãe, para que ela guarde suas economias. O ano era 1947.

Quando consegue juntar Cr$ 47,00 (quarenta e sete cruzeiros), compra o primeiro caminhão ao sr. Severino José, um modelo Ford, de placa PE 1-47-90.

Em 7 de março de 1950 faz sua primeira viagem a São Paulo, dando início ao que seria sua profissão: caminhoneiro. Trabalhou, também, na farmácia da família Frazão, em Princesa Isabel-PB.

Em 7 de julho de 1952 casa-se com a jovem Jeanete do Nascimento Góes, com a qual teve sete filhos: Maria Lúcia, Antônio, Maria do Socorro, José Filho (Araújo), Luciano, Maria Ivone e Tatiane Cybelle.

Foi um dos primeiros afogadenses a enfrentar, como motorista “chaufeur de caminhão”, as difíceis estradas, ainda de terra, da Rio/Bahia na década de 50. Mal sabia ele que sua profissão ajudaria no desenvolvimento da cidade e região que escolhera para viver ao lado de sua família: Afogados da Ingazeira.

Aposentou-se pelo INSS em 1978. Viveu prezando pela dignidade e honra no seu lar, ao lado de sua família, na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, 147, ao lado da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, até 15 de agosto de 1980, quando sofreu um acidente - fazendo o que mais gostava na vida: dirigir caminhões -, no trecho da estrada São Caetano/Caruaru-PE.

A tristeza pela sua morte e a busca de prosperidade dos filhos fez com que a família fincasse raízes no Recife.

Seus filhos: Maria Lúcia, casada com o dr. Alberto Nogueira Virgínio, tem quatro filhos, reside no Recife;

Antônio e Maria do Socorro residem em São Paulo, estão casados, com Etiene e Luiz, respectivamente, e têm dois filhos cada um;

Araújo reside em Afogados, com a esposa Janice. Ele foi o único que seguiu os passos e o sonho do pai em ser caminhoneiro. Hoje tem uma oficina mecânica no mesmo lugar onde Zé Gago consertava seus automóveis. Ambos conheceram grande parte do Brasil, juntos, e foram pioneiros na Transamazônica - importante rodovia construída na década de 60;

Luciano é contador e administrador de empresas;

Maria Ivone é comerciante, casada com Flaubert e mãe de Gabriela;

A caçula, Tatiane Cybelle, é jornalista.

Por solicitação do vereador José Tenório de Moraes, no Loteamento Manuela Valadares, bairro do Borges, em Afogados da Ingazeira, existe uma rua com o seu nome.

 

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