Filho de Joaquim Leite da Silva e Maria Barbosa de Jesus, nasceu a 16 de agosto de 1919, no Sítio Poço do Moleque, do município de Afogados da Ingazeira do Estado de Pernambuco, residiu na Avenida Rio Branco, nº 238, Centro.
Agricultor desde a sua infância. Era Católico Apostólico Romano, praticante da religião e adepto a leitura diária da Bíblia Sagrada, onde destacava com tiras de papel os salmos para dialogar com os filhos, netos e amigos mostrando os ensinamentos que deveriam prática no dia-a-dia.
Filho primogênito de uma família simples, composta de pai, mãe e 02 irmãos. Foi alfabetizado graças ao esforço da mãe, que pagava a uma professora particular para que ele pudesse ler, escrever e contar, isso era um privilégio de poucos, teve muitas dificuldades dado ao sistema da época, por ser canhoto sofria tendo que aprender a ser destro. Cursou o Ensino Primário no sítio onde residia junto a sua família o que veio a facilitar a comunicação escrita entre familiares.
Sua juventude foi dedicada à agricultura, atividade que exercia juntamente com sua família, no sítio onde residia. Deixou de ser criança aos 10 anos para ser o homem da família, devido ao falecimento inesperado e precoce de seu pai que teve morte súbita, com a missão de ajudar aos seus 02 irmãos e sua mãe a superar as barreiras e as limitações que iriam enfrentar ao longo da vida, porém não abandonou as lições deixadas por seu pai, lições que são passadas de geração em geração deixando seus descendentes orgulhosos de uma herança inestimável.
Aos 27 anos de idade casou com Juvina Alves Leite, no dia 08 de março de 1948, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, união celebrada pelo Monsenhor Antônio de Pádua Santos. Conforme o mandamento da igreja “até que a morte os separe” a morte veio separá-los após 58 anos de matrimônio. Devido às condições precárias da época sobreviveram 10 filhos: Balbina, Antonio, Maria de Lourdes, Joaquim, Maria do Carmo, Irma, Ismael, Iraildo (falecido em 05.11.2002), Verônica e Adriana.
Trabalhador da roça com muito orgulho lutou para que seus filhos tivessem melhores condições de vida e em prol dos estudos deles mudou-se para a cidade. Épocas difíceis agravadas por ser agricultor sem renda própria e uma grande família, entretanto, deixou de herança o que nenhum dinheiro do mundo pode pagar, a todos proporcionou o básico da educação (2° grau), que serviu de escada para muitos chegarem ao 3º grau, jamais deixou de ser um educador. Suas lições vividas, até hoje são relembradas, contadas e ensinadas. Graças a sua força as necessidades foram enfrentadas e quando 03 dos filhos tiveram que buscar em terras distantes retribuir um pouco do que foi recebido, o pai não os desapontou e mostrou que diante deles havia um herói, amigo, irmão, parceiro e principalmente um homem de fé que tinha certeza que suas crianças não iriam decepcionar os que ali deixavam. Filhos estes que seguiram a cartilha do pai sem buscar meios ilícitos. Pai/avô de seus 16 netos que o chamam de “PAI” pelo significado indescritível da palavra onde seu carinho, dedicação e amor incondicional fez dele um pai que não só ensinava, mas dava força para se colocar em pratica seus ensinamentos, brigava na hora do erro, porém seus aplausos diante das conquistas faziam valer apena as recriminações. Mesmo passando dias no sitio ele estava presente a todo o momento.
De sua neta/filha foi pai em todas as ocasiões ensinando aos pais novatos a missão de ser pai, sempre esteve disponível as obrigações de seu cargo de avô/pai, estava sempre presente nas confraternizações onde o mesmo provava a todos o porquê de estar ali.
Pai, avô, esposo, funcionário e amigo exemplar e de índole inquestionável, foi um sertanejo valente e corajoso, jamais abandonou sua esposa. Através desta união de forças derrubou as dificuldades proporcionando aos filhos educação, alimentação, moradia, etc. Jamais abandonou as suas raízes de agricultor, sendo adepto a curas naturais sempre buscou no livro “as plantas curam”, um meio de solucionar a dor do corpo com ervas e raízes. Entre suas virtudes deixou como prêmio a ser dividido e multiplicado pelos filhos: a humildade, o respeito, a lealdade e a honestidade.
Homem público destacado perante a sociedade por sua “honestidade”, um dos valores que ensinou aos filhos e aos netos. Provou e deu forças para enfrentar de forma honesta as limitações impostas pela vida na busca do seu ideal. Este sendo mais um motivo para suas crianças não esquecerem a importância deste homem. Para genros e noras foi e sempre será o sogro ideal, sempre com um sorriso cativante, era também pai e amigo deles e de todos com quem conviveu.
Faleceu em 27 de abril de 2006, aos 86 anos de idade. O sepultamento foi realizado no Cemitério de São Judas Tadeu, na sua cidade natal.
Diz sua filha Balbina: “Pai, estás ausente em carne, mas nunca morrerás dentro de nossos corações e teus ensinamentos serão repassados a todos para que jamais esqueçam que homem tu fostes. De teus filhos, netos e esposa uma simples homenagem.”
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