
Nasceu em Água Fria, distrito de Belo Jardim, em 31 de dezembro de 1935. Filho de José Batista Neto e Maria Batista da Silva, casal de agricultores que teve oito filhos: Sebastião, Estevam, Osvaldo, José Batista (Dode), Gerivaldo, José, Pedro e a caçula Fátima.
Sebastião viveu a infância na zona rural, e até os 16 anos de idade trabalhava com o seu pai na agricultura e cuidando dos animais. Em 1951 o seu genitor juntou toda a família e migrou para Sertânia, levando, na oportunidade, um carregamento de Fumo de Rolo para negociar.
Sebastiãozinho recorda que o seu pai, homem católico, anualmente viajava para o Juazeiro do Norte (de Padre Cícero), no lombo de animais e, nessas viagens, passava sempre pela pequena Afogados, e lhe dizia: “Meu filho, se um dia eu sair de Água Fria, gostaria de morar em Afogados da Ingazeira, pois gostei muito da cidade”.
Quando já residia em Sertânia, o seu pai, que já admirava Afogados, acompanhou-o para algumas feiras-livres na localidade que aconteciam aos sábados e onde tinha alguns parentes. O garoto não pensou duas vezes: seguiu o conselho do velho pai que já o deixou alojado. O seu primeiro aposento na cidade foi no quartinho onde seu Arthur (Dão João) residiu, posteriormente, por muitos anos, na Trav. Manuel Arão (atual Jorge Valadares).
Em Afogados da Ingazeira se iniciou como mangaieiro, pois vendia de tudo nas feiras-livres: colorau, tempero, miçanga, flandres, chocalho, remédio para “dor de mulher”, pimenta de macaco, eucalipto, esteira de cangalha, baleeira, pinhão, ponteira, chocalho, peneiras, etc.
Nessa atividade, viajava para as feiras-livres na redondeza: Cacimba Nova (Fátima de Flores), Flores, Tabira e Iguaracy, onde tivesse feira-livre, em cima dos caminhões de Zé de Preta, Elpídio Pereira e Manoel Anjo.
Nos dias de folga, quando não tinha feira, para distrair um pouco ficava jogando sinuca no bar de seu Aurélio Pires. O seu parceiro constante era Pedro, conhecido como “Passo”.
Esses primeiros oito anos em Afogados foram decisivos para o seu crescimento comercial.
Em intervalos de 15 a 30 dias, ia a Água Fria (Belo Jardim) visitar os familiares e, também, a sua namoradinha de infância que lhe dava forças na batalha pela sobrevivência no sertão sofrido do Pajeú.
No dia 30 de janeiro de 1960, num domingo, em Água Fria, com 24 anos de idade, na residência do seu sogro, se casou com a jovem Terezinha Xavier de Macedo. Logo após foi oferecida uma festa com almoço para os convidados. No dia seguinte pegaram o trem com destino a Afogados da Ingazeira. Dessa união nasceram nove filhos: Os gêmeos José Célio (in Memorian) e Maria Célia, Maria Selene, José Mecias, Sônia Maria, Maria Suely, Luiz Carlos, Sineide Maria e Sandra Cileide.
O casal Inicialmente residiu numa casa vizinha à família de Luiz Gonzaga de Siqueira (Guaxinim); depois, em outra, na mesma rua, quando então se mudaram para a Arthur Padilha.
Em 1970 ele adquiriu o imóvel onde reside até os dias atuais, na Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara, e que pertenceu ao sr. Josué Martins. Ela foi comprada de um dentista de Sertânia, dr. Horácio que a havia recebido como usufruto, pois era um querido afilhado do antigo proprietário.
Sebastiãozinho se recorda que o primeiro banco de feira em que negociou na cidade de Afogados, coincidentemente foi colocado em frente a casa em que ele reside hoje com seus familiares.
O tempo foi passando e ele, homem visionário, passou a vender produtos em grosso. Serra Talhada foi a localidade onde ele teve ótimos lucros o que alavancou o seu comércio. Para se estabelecer em Afogados da Ingazeira, alugou uma casa comercial na “Rua de Pedro Batista” (Av. Manoel Borba). Nesse período adquiriu umas trinta carradas de caroço de algodão e teve grande lucro na transação, além de ganhar muito dinheiro em peças de arado.
Em 1970 adquiriu um Mercedes-Benz, novo, e uma casa na Av. Manoel Borba que pertencia a uma irmã de Paulo Oliveira, onde hoje tem o seu comércio “Casa Padre Cícero” e onde passou a negociar, também, com alumínio e material agrícola.
A partir dos anos 2000 diversificou os produtos e incluiu cerâmica, cimento e variados materiais de construção.
Quanto aos momentos felizes na vida, disse ter sido o seu casamento, o nascimento dos filhos e as Bodas de Ouro do casal. Passou momentos difíceis, emocionalmente, mas, com determinação e muita perseverança, eles foram superados e hoje vive tranquilo junto à sua querida Terezinha.
A família de Sebastiãozinho cresceu e já conta 19 netos e 4 bisnetos, frutos dos seus 8 filhos.
Os seus dias são vividos na administração dos negócios ao lado da esposa. Nos finais de semana, junto com ela, vai à AABB ou descansar no seu sítio na zona rural.
Sebastião José da Silva, o Sebastiãozinho, como todos o tratam, é um homem honrado, goza de prestígio e respeito na cidade que o adotou.
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