AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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Miguel de Campos Góes

AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

Miguel de Campos Góes (Cel. Miguelito)

 

Miguelito, filho de Luiz Alves de Góes e Melo e Petronila de Siqueira Campos do Amaral Góes, nasceu no 1º de novembro
de 1907, em Afogados da Ingazeira (PE).

Surpreendia, desde jovem, pela coerência assumida na hora das decisões tomadas; sempre solucionava os anseios dos amigos. Viveu numa época em que havia carência de professores; não passou além do curso primário, porém, não dispensava a leitura de jornais, lendo, principalmente, sobre política. A seu favor, também, existia o fato de ter nascido em uma família de pais e 12 irmãos, cultos.

Casou-se em 25 de março de 1941 com Maria do Carmo Dantas Campos. O casal teve cinco filhos: Maria do Socorro (falecida ainda pequena), Luiz, Maria de Lourdes (Branca), Maria das Graças e José Tadeu.

Inspirado no pai que foi líder na região, entrou para a política. Em 1959, candidato a prefeito de Afogados da ingazeira, foi eleito para o período de 16 de novembro de 1959 a 15 de novembro de 1963, após campanha política acirrada com o candidato da oposição Possidônio Gomes dos Santos.

Quanto a ele ser tratado por Coronel, dizia que a patente lhe fora outorgada pelo próprio povo, que lhe deferia grande respeito, como forma de agradecimento pelos favores recebidos.

Considerado um homem, correto e justo, sempre resolvia, como mediador, intrincadas questões de família, vizinhos e terras. Na verdade, Miguelito desfrutava de grande influência no Poder Judiciário local, o que fazia com que seus conselhos fossem acatados pelas autoridades. Era, inegavelmente, um grande pacificador e detentor de bom conhecimento geral, no que dissesse respeito às leis. Foi tabelião do Cartório de Notas e Protestos da cidade.

A construção do prédio da Prefeitura Municipal, iniciado por Possidônio Gomes dos Santos, teve continuidade no seu governo, e pretendia inaugurá-lo até o final de sua gestão, o que não foi possível. Somente no governo José Rodrigues de Brito – 16 de novembro de 1963 a 31 de janeiro de 1969 – a obra foi concluída e inaugurada.

Coronel Miguelito morava com a família na Praça Dr. Oscar de Campos Góes, 28, centro (antiga Praça João Pessoa) e que hoje tem o seu nome.

Apesar de ser irmão do Padre Luiz de Góes, da freira Maria Helena e da professora Letícia de Campos Góes, muitíssimo dedicada à igreja, Miguelito era Católico sem muita convicção.

Possuía algumas terras na periferia da cidade, onde hoje fica o bairro Sobreira. Também proprietário rural na Serra da Colônia, adquirida por herança de seus pais.

Afastou-se completamente da política em 1965.

Fumante e alquebrado pelo peso da idade, o Coronel Miguel de Campos Góes morreu em 21
de junho de 1996, aos 88 anos, de falência múltipla dos órgãos, sendo sepultado no cemitério
São Judas Tadeu.

Em 12 de maio de 2002 a Praça Dr. Oscar de Campos Góes, após a reforma, foi rebatizada com o seu nome: Praça Prefeito Miguel de Campos Góes.

 

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