
Filho de uma das mais importantes famílias da região, Aparício Veras, como era conhecido, nasceu em Afogados da Ingazeira no dia 22 de dezembro de 1895, onde se criou e passou toda a sua vida.
Exerceu as atividades de agricultor e comerciante, obtendo pleno sucesso nessas atividades.
Eram seus irmãos: Guardiato, Jonas (conhecido Otaciano), José Veras, Emanuel (Maninho), Djanira e outros do segundo matrimônio do seu pai, sr. André José de Moraes Veras com dona Ana de Moraes Veras.
Todos se fixaram na cidade, e fizeram o curso primário, único possível, em virtude das dificuldades inerentes da época e se dedicaram ao comércio; exceto José Veras que, ainda moço, e como funcionário da empresa Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro – SANBRA, faleceu em desastre automobilístico quando passava pela Serra das Russas, no município de Gravatá, quando em viagem de negócios com um colega da empresa. E outro, que também se dedicou ao comércio de algodão, tendo chegado a gerente na mesma empresa - SANBRA -, em Sertânia e Arcoverde, que foi Emanuel Veras (Maninho).
Seu Aparício se casou com Davina de Souza Liberal, também de família da região, e com quem teve um filho de nome José, falecido ainda criança, e Maria do Carmo que fez o curso pedagógico na Academia Santa Gertrudes, em Olinda e o curso superior de Especialistas em Educação, tendo, por quase 20 anos, exercido a diretoria da Escola Costa Azevedo, em Olinda.
Homem de pouca cultura, dada a deficiência das escolas da época, era calmo, tranqüilo e de poucas palavras – preferia ouvia a falar.
Muito querido na sociedade local, chegou a ser alto comerciante, fazendeiro e proprietário de inúmeras casas em Afogados da Ingazeira, além de possuir uma Usina de Beneficiamento de Algodão e outra de Caroá.
No início dos anos 40, um grande incêndio destruiu seu armazém de algodão, deixando-o muito abalado; mas, com seu espírito de luta se restabeleceu sem, contudo, apagar a triste marca. Teve, nos seus irmãos, apoio considerável para a sua recuperação. A união dos familiares era tradicional e invejável e nunca se esquivavam de ajudar-se mutuamente.
Em novembro de 1948, às vésperas do casamento da sua única filha Maria do Carmo, ele sofreu um grande golpe com o falecimento do seu pai André José de Moraes Veras.
Em 28 de dezembro do mesmo ano, apesar do luto, realizou o casamento de sua única filha, Maria do Carmo (Ducarmo) com o jovem engenheiro agrônomo José Humberto Campos, também de família local, que lhe deram três netos, um dos quais faleceu ainda criança.
Seu Aparício Veras viveu tranqüilamente no seio da família, com boa situação econômica e financeira, desfrutando o prêmio que Deus concede ao homem honesto, bom marido e pai afetuoso.
Faleceu aos 66 anos, em 10 de maio de 1961, na capital pernambucana, na casa de sua única filha. Sepultado no cemitério de Santo Amaro, quatro anos depois seus restos mortais foram transladados para a sua cidade natal Afogados da Ingazeira e depositados no mausoléu da família Veras.
Fruto da interferência e gratidão do seu genro, em sua homenagem a Câmara Municipal deu o seu nome a um importante logradouro da sua terra.
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