Mestre Biu, filho de José Pereira Amorim e Maria José de Santana, nasceu no sítio Pocinhos no então distrito de Tabira, em 22 de agosto de 1927.
Menino ativo, para ajudar à família, trabalhou na agricultura e aprendeu a arte de ferreiro. Isso não prejudicou a sua infância, fazendo o que gostava: jogar futebol, pião, peteca, etc.
Sua juventude foi como a de qualquer outro jovem: namoradas, festas e boas conversas com os amigos. Mas, o que mais lhe encantou, foi a música. Apreciador de instrumento de sopro, pendeu para o saxofone. Não é um músico teórico, mas de ouvido.
Tem três músicas compostas: 1. Mi-menor (tonalidade de música); 2. Cida (valsa para a filha) e 3. De Loise (frevo para a neta).
Na área musical, calcula ter tocado mais de 50 carnavais, quando recorda dos seus dois grandes amigos músicos, já falecidos: Dinamérico Lopes da Silva (mestre Dino) e Luiz Gonzaga de Siqueira (Guaxinim), com os quais tocou mais de quarenta carnavais juntos.
No dia 9 de novembro de 1951, depois de algum tempo de namoro, se casou com Maria do Carmo Barros (Duca), na Igreja matriz de Tabira. Dessa união teve 12 filhos, mas somente sete sobreviveram: Bosco, Chumbinho, Lulinha, Pedro, Pereira (Negão), Tonho e uma única filha, Aparecida.
Indagado sobre fatos importantes da sua vida, disse que foi o seu casamento com a mulher que ele muito amou e estar bem de saúde com seus 81 anos, com lucidez e ainda fazendo o que muito gosta: tocar seu saxofone.
Sobre momentos tristes, mencionou a perda de filhos, o falecimento da esposa no dia 3 de fevereiro de 1997, e dos companheiros da Banda Pe. Carlos Cottart: Dino e Guaxinim.
Professa a religião católica e era profissional na área de Mecânica.
Atualmente está aposentado.
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