Filho de dona Idalina de Souza Cruz e João Francisco da Cruz, nasceu em Afogados da Ingazeira no dia 03 de novembro de 1906.
Filho mais velho de uma família de quatro irmãos, perdeu o pai muito cedo e teve que trabalhar para o sustento da casa. Ao invés de se dedicar aos estudos, ingressou no comércio ainda muito jovem, indo trabalhar com o Guardiato de Moraes Veras.
Anos depois, diante da experiência e recursos adquiridos, instalou-se, também, no ramo de tecidos, chegando a ser um grande comerciante de tecidos, chapéus, máquinas de costura, tendo sido o primeiro representante comercial da marca PHILIPS no sertão do Pajeú, vendendo rádios. O nome de fantasia da sua loja era “A PREFERIDA” e se localizava na antiga Praça Domingos Teotônio, hoje Mons. Alfredo de Arruda Câmara.
Todo o seu conhecimento e nível cultural resultaram de longas leituras de livros, revistas e jornais, adquirindo, assim, uma formação autodidata.
Quando a diocese, através do seu bispo dom Mota, adquiriu o cine Pajeú, mudando o seu nome para Cine São José, seu Luiz da Cruz intermediou a aquisição dos seus novos projetores.
Tinha uma ampla visão do mundo moderno e possuía idéias futurísticas, como o interesse em conhecer o projeto da hidrelétrica de Paulo Afonso, na Bahia, já vislumbrando a chegada do progresso para a região e a ampliação dos seus negócios.
Conversava muito com as pessoas, que sempre o cercavam, para discutir política ou ouvir histórias da segunda Guerra Mundial, da Guerra de Canudos e “casos” de Cangaceiros, como Antônio Silvino e Lampião.
Gostava de fumar charutos e sentia prazer em acendê-los enquanto prosava com os amigos. Essa era a sua marca pessoal.
Na política, foi presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Afogados da Ingazeira, tendo, ocasionalmente, assumido o cargo de prefeito interino, em razão do afastamento do então titular Durval Cezar de Macedo Lima.
Exerceu, também, o cargo de Defensor Público, por nomeação do então Interventor de Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti. Pela sua simplicidade e lisura de homem público, nunca requereu ao Estado os direitos adquiridos como servidor público, preferindo se aposentar com um valor bem inferior, pelo antigo INPS (INSS).
Casou-se com Isbela Sobral Cruz, com quem teve seis filhos (Gilberto, Fernando, Maria do Carmo, José, Edgar e Luizito, oferecendo a oportunidade de educação a todos eles, valorizando dessa forma, a questão do conhecimento e da cultura, valores esses que não teve na sua adolescência, por motivos já comentados.
Em virtude de embolia pulmonar, faleceu no Hospital Santa Lúcia, no bairro Caxangá – Recife-PE, em 7 de março de 1979.
Está sepultado no cemitério São Judas Tadeu, na sua cidade natal, Afogados da Ingazeira.
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