AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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Luiz Alves de Oliveira Bitu

AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

Luiz Alves de Oliveira Bitu

Filho de Mariano Alves Barbosa e Francisca de Siqueira e Silva, nasceu em 15 de janeiro de 1868 na fazenda Cedro Branco, Afogados da Ingazeira.

Já com 9 anos,  em 1877, ano de grande seca, muita fome e miséria,  viajava com o pai, seu Mariano, para Mata Grande-AL para adquirir mantimentos,  farinha, feijão, rapadura, milho, etc. O transporte era no lombo de animais. No percurso dessas viagens encontravam famílias inteiras deixando suas terras, indo à busca de outros meios de sobrevivência. Muitos, porém, não conseguiam o objetivo e morriam de fome e sede no meio de caminho, sendo deixados na estrada pelos próprios familiares. Nem sempre eram enterrados!

Luiz Bitu contava que sentia alegria quando estava viajando e avistava, ao longe, um fogo. Isso significava que por ali havia gente.

A mercadoria que conseguiam era trocada por jóias – relógios, anéis, correntes, etc., pois, na época, não havia na região, dinheiro. Era tudo na base de “troca”. Essas viagens eram repetidas várias vezes no ano, enquanto durou a miséria causada pela estiagem.

Muitas vezes aconteciam encontros com grupos de cangaceiros perversos  - Adolfo Meia-Noite e Nobelino.
Luiz Bitú e seu Mariano nunca foram maltratados por eles porque atendiam as necessidades alimentares dos cangaceiros.

Em 1878 a coisa mudou; foi um ano chuvoso. Chegou a bonança e fartura. Os animais se multiplicavam e as colheitas foram boas.

Passado algum tempo, já com 18 anos, Bitu votou pela primeira vez e com essa mesma idade contraiu matrimônio com Constância Nunes Magalhães. Foram residir na fazenda Monte Alegre, em Afogados da Ingazeira.
Dessa união tiveram 11 filhos: Manoel, Francisca, Antônia, Joaquina, Ana, José, João, Luzia, Júlio, Sebastião (Bião) e Felizbela.

Em 1908 adquiriu uma fazenda – Poço do Moleque – município de Afogados. Naquela fazenda nasceu o décimo filho do casal, o Sebastião (Bião Bitú).

Anos depois, resolve residir na cidade, onde os filhos teriam oportunidade de estudar e exercer outras atividades. E assim aconteceu.

Em 21 de janeiro de 1914 recebeu a carta-patente nomeando-o ao posto de Alferes da 1ª Companhia do 404º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional do Município de Afogados da Ingazeira, no estado de Pernambuco, assinada pelo então Presidente da República Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca.

Foi nomeado, também, em 7 de dezembro de 1922, Juiz Municipal da Comarca de Afogados da Ingazeira. Por várias vezes exerceu o cargo de Delegado e Juiz Municipal.

No decurso dos anos, sendo proprietário de uma fazenda, quase dentro da cidade, dedicou-se à agropecuária e ao artesanato de couro.

No local da casa dessa fazenda, onde residia com sua família, foi aberta a Avenida Arthur Padilha, uma das principais da cidade. À frente foi construída uma praça que leva o seu nome.

Com o crescimento da cidade, chegou o desenvolvimento. Vieram as construções de estradas, inclusive as de ferro - Rede Ferroviária - que passavam dentro da fazenda Pitombeira. Dessa forma a fazenda foi desapropriada e Luiz Bitu foi indenizado pela cessão de parte do seu patrimônio.

Faleceu em 8 de dezembro de 1947 com quase 80 anos de idade, deixando como administrador dos seus bens e responsável pela família o filho Sebastião (Bião) que até então nunca o tinha deixado.

 

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