AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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Zé Genésio

AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

José Tenório Cavalcanti

 

 

 

 

José Tenório, filho de Antonio Tenório Cavalcanti e Isabel Maria da Conceição, nasceu em 29 de Julho de 1946 no município de Custódia/PE.
Por iniciativa dos pais, católicos, que primavam pela educação dos filhos, escolheram Afogados da Ingazeira para morar, por ser uma cidade pacata e com alguns educandários que ofereciam melhores condições do que em Custódia. A migração aconteceu em março de 1955, quando ele ainda tinha nove anos de idade. Antes de ir para Afogados a família residiu na fazenda Barro Branco, zona rural de Custódia, onde não tinha escola, mas seu pai contratou uma professora particular para alfabetizar os três filhos: José Tenório, Elizabete (a mais velha) e Guiomar.

Sua infância foi a de uma criança que não tinha brinquedos comprados em lojas; ele mesmo fazia os seus: carrinhos e outras invenções que o divertia. Recorda-se que o único brinquedo comprado pelo seu pai foi um velocípede que na época era um sucesso. “Fui crescendo e em pouco tempo eu o transformei num veículo diferente, sempre com as minhas próprias criações”, disse.

O garoto José Tenório chegou a Afogados já com um bom nível de alfabetização e a sua primeira escola foi na “Rua Nova”, hoje Bairro São Francisco, onde seu pai havia comprado uma casa. Era a preparação para que entrasse nas escolas oficiais e a sua primeira professora foi dona Gercina, senhora muito educada, esposa do senhor Gilvan de Sá Maranhão (Bante). Seguidamente estou nas Escolas Reunidas Dona Anna Melo, Grupo Escola Padre Carlos Cottart, Instituto Pio X (um novo colégio do professor Aderbal Mendonça) e, finalmente, no Ginásio Mons. Pinto de Campos, onde foi encerrada a primeira etapa de estudos que significava muito naquela época, recebendo diplomas e até festa de conclusão, etc.

Nos anos 1960, para dar continuidade aos estudos, foi para o Recife/PE, com a finalidade de fazer o curso Científico, logo retornando para Afogados porque para manter um filho na capital era necessário que a família tivesse uma boa estrutura financeira, e vendo o sacrifício do seu pai, que era agricultor, resolveu trabalhar para depois dar continuidade aos estudos.
Em 1961, quando contava 15 anos, época em que estudava em Afogados, houve a separação dos irmãos que residiam juntos na Rua Nova: uma das irmãs, por haver se casado e a outra que desejava dias melhores, procurou outra cidade, em outro estado, para residir.

Como na época ele tinha muita amizade com Hilton Batista de Oliveira, filho do sr. Joaquim Nazário, e não ter condições financeiras de para um hotel, Hilton lhe fez o convite, combinado com seus pais, para Zé Tenório ficar residindo em sua casa por uns dois meses até que se equilibrasse, mas ele acabou passando mais de dois anos e se tornou um membro da família, porque o tratamento que lhe foi dado era igual aos filhos da casa.
Tenório guarda com saudades aquele período, e é muito grato aos que o acolheu e que os considera sua segunda família: dona Alaíde, seu Joaquim Nazário, Hilton, Ailton, Milton e o saudoso Uilton Gualberto (Bel). “Quando visito dona Alaíde, eu a trato carinhosamente por ‘mãe’ e ela me trata por ‘meu filho’. Quando ela encontra os meus filhos, trata-os por ‘meus netos’”, disse Zé Tenório.

Aos 19 anos, em 27 de março de 1967 na Igreja do bairro São Francisco, José Tenório Cavalcanti contraiu matrimônio com a jovem Edit Bezerra de Santana, de uma família tradicional do Bairro São Francisco. Os frutos desse casamento foram quatro filhos: José Tenório Jr, Cesar de Santana Cavalcanti, Alinny de Santana Cavalcanti e Stella Márcia de Santana Cavalcanti. Alguns, já casados, lhe deram sete netos. O primogênito, Tenório Jr., lhe deu dois netos: Antônio Victor e Micael; César tem três filhas lindas: Géssica, Júlia e Joice; Alinny, um casal: Issis (seu xodó) e Rian (garoto esperto). A Stella, a mais nova, continua solteira.

José Tenório, na adolescência, aos 14 anos, quando estudava o ginasial, teve oportunidade de ser locutor da Rádio Pajeú de Educação Popular Ltda. O fato aconteceu da seguinte forma: Aos domingos foi criado na emissora o programa “A Hora do Estudante”, e o nosso professor de português, saudoso Adalberto Veras escolhia dois alunos para apresentá-lo, e foi chegada a vez de Tenório. Naquele dia Waldecy Menezes (diretor Artístico da emissora) assistiu a apresentação e ao final lhe chamou e fez o convite para submetê-lo a um teste de locução, porque achou a sua voz muito boa para o veículo de comunicação, a Rádio. A princípio ele não quis, mas foi incentivado e terminou fazendo o teste onde teve uma aprovação medida em 80% de qualidade. Waldecy insistiu e o orientou a estudar e a ler em voz alta, o que foi benéfico para o segundo teste, quando ele foi aprovado.

Como não havia vaga na época, começou a praticar locução dentro dos programas dele (Waldecy Menezes). Quando surgiu a oportunidade, foi admitido, se tornando naquela época o segundo locutor depois de Waldecy Menezes. O mais importante é que fez grande sucesso, ficando na emissora uns sete anos. Em 1968 ele partiu para São Paulo, onde passou seis anos, retornando ao Nordeste em 1974 após o falecimento do seu pai na capital paulista.

Quando aqui chegou foi convidado para ir trabalhar em São Luiz/MA pelo sr. João Gomes, ex-funcionário do Departamento Comercial da Pajeú, que se encontrava trabalhando para a Arquidiocese da Igreja Católica em São Luiz/MA dirigida pelo saudoso Dom João José da Mota e Albuquerque (primeiro bispo de Afogados da Ingazeira). Lá, teve a chance de entrar na competição entre as emissoras de Rádio da cidade e levantar sua audiência com o programa “Educadora Praia Clube”, onde também teve sucesso.

Tenório retornou a Afogados, trabalhando ainda algum tempo na Rádio Pajeú quando, através de concurso público foi admitido na CELPE, onde trabalhou durante 23 anos.
Em 05 de maio de 1995 aconteceu o falecimento da sua mãe, dona Isabel Maria da Conceição, em Serra Talhada.

Depois de um longo tempo casado com Edit, ele se divorciou e partiu para um segundo matrimônio com a Srta. Maria do Carmo Alves Nogueira, de Belém do São Francisco/PE. Esse casamento foi realizado em Petrolândia/PE em 18 de junho de 1998. Em Petrolândia também se divorciou em 11 de novembro de 2009. O fruto desse segundo casamento foi a filha Isabel Alves Cavalcanti que cursa Faculdades de Pedagogia e Psicologia.
“Os meus filhos dos dois relacionamentos se dão muito bem; e a filha do meu segundo casamento adora meus netos, bem como o seu pai, e sempre passa as férias junto à nossa família”, disse Tenório.

"Hoje, esse locutor e eletricitário, que se aposentou pela Celpe em 2 de fevereiro de 2000, em Petrolândia, retornou para Afogados da Ingazeira em 8 de julho de 2007.
Reside na Trav. Júlio Amaral, na terra que o consagrou como seu torrão natural e onde pretende permanecer até a passagem para o segundo plano celestial.

Curte a saudade dos colegas e amigos que se foram; revê aqueles que estiveram com ele na grande jornada da vida, e se dedica à família.

Continua fazendo novos amigos, para que a vida se torne mais bela e tranquila, e amando ao próximo, porque sem amor a vida para", disse José Tenório, concluindo a sua biografia.

 

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