
Filho de Agostinho Gonçalves da Silva e Josefa Apolônia de Almeida nasceu em 25 de dezembro de 1927 na localidade Pé de Serra do sítio Carapuça, município de Água Branca, no estado da Paraíba.
A sua vida foi dura, de muito sofrimento. Do campo à cidade, de criança à terceira idade, pai de sete filhas, enfrentou trabalhos muitas vezes desumanos. Acumulou altos e baixos com toda a dignidade, como todos os homens que lutam dentro de um princípio de boas intenções.
Diz ele: “Espiritualmente me nutro do conteúdo da sábia sentença: ‘Hoc sustinete, maius ne veniat, malum’ (Suportai esse mal para que não venha outro maior)”.
De 1945 a 1949 foi seminarista em João Pessoa, na Paraíba; cursou Teologia Pastoral e concluiu o curso de Formação para a Missão. Sentindo não ter vocação para a vida religiosa, abandonou o seminário, quando se mudou para Afogados da Ingazeira.
Em 8 de dezembro de 1950, na capela Nossa Senhora da Conceição, em Água Branca-PB, frei Clemente, da ordem Carmelita, uniu em matrimônio o jovem João Gomes da Silva com dona Luiza Correia Gomes. O casamento civil só foi realizado em 30 de março de 1955, em Afogados da Ingazeira. Dessa união nasceram as sete filhas: Alba Lúcia, Maria do Carmo, Maria de Fátima, Ivete, Lígia Regina, Yara Maria e Hebe.
Trabalhou na delegacia de polícia como escrivão no governo do prefeito Durval César de Macedo Lima. Com a criação da diocese de Afogados da Ingazeira, em 1957, foi nomeado secretário do primeiro bispo dom João José da Mota e Albuquerque, permanecendo na função todo o tempo em que dom Mota esteve à frente de diocese.
Foi, também, diretor comercial da Rádio Pajeú e gerente do Cine São José quando este foi adquirido do Senhor Helvécio César Lima pela diocese [O Cine Pajeú, com sua aquisição pela diocese, passou a se chamar Cine São José].
João Gomes assessorou, juntamente com o Pe. Antonio de Pádua Santos o bispo dom Mota, na criação da Rádio Pajeú. Da primeira equipe da emissora fizeram parte: Dinamérico Lopes, Abílio Barbosa, Fernando Viana, Ulisses Barbosa e Waldecy Menezes. O técnico José Carlos Saboya passou muitos anos prestando assistência técnica, vindo da capital pernambucana para Afogados da Ingazeira, todas as vezes que a emissora necessitava da sua presença.
Assessorou dom Francisco e dr. Nilson Pinheiro no projeto para trazer o Banco do Brasil para Afogados da Ingazeira; a dom Francisco para a construção do Seminário Diocesano- em 1962 - [onde hoje funciona a Escola Dom Mota e a Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira; ao dr. Nilson Pinheiro na construção da Nona Zona Agrícola; a dom Mesquita na Fundação da Comissão do Vale do Pajeú (CODEVASP); à diocese na criação do Movimento de Educação de Bases (MEB); aos vereadores José Alves e Inocêncio Nobelino na busca infrutífera de água subterrânea no leito do Rio Pajeú para abastecimento d’água em Afogados da Ingazeira; a José Ivanildo Braga Viana (primeiro subgerente do BB) e ao Mons. Antonio de Pádua Santos na instalação da primeira antena de TV coletiva que foi instalada no alto da Caixa d’Água da (atual) Compesa.
No ginásio cenecista Monsenhor Pinto de Campos, em Afogados da Ingazeira, cursou o segundo grau (ginasial), concluindo-o em 1960. Em Serra Talhada, na Escola Comercial Joaquim Godoy, entre 1961 e 1963 cursou o Técnico em Contabilidade. Sua formatura se deu no dia 5 de dezembro de 1963.
Com a sua mudança para o Maranhão, foi diretor da Rádio Educadora do Maranhão Ltda. e gerenciou a Gráfica São José na Arquidiocese de São Luiz no período de nove anos, de 3 de janeiro de 1972 a 20 de dezembro de 1980.
Em 6 de janeiro de 1981, se mudou para a capital paraibana com toda a família, onde permanece até os dias atuais.
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje | 1997-2008