
Filho de Luiz Pereira Campos e de Isabel Amélia Campos nasceu de uma família pobre no finalzinho do séc. XIX - 24 de junho de 1898 - em Afogados da Ingazeira.
Aluno dedicado, mesmo com a deficiência de professores da época, teve a sorte de conviver com o intelectual engenheiro arquiteto e padre Carlos Adriano Maximino Cottart.
Ainda criança, trabalhou como ajudante de pedreiro na construção da Igreja do Senhor Bom Jesus dos Remédios, ao lado do Pe. Carlos. Participava ativamente das atividades socioculturais que o padre francês movimentava com a sociedade local.
Casou-se em Afogados da Ingazeira, em 17 de abril de 1922, com Maria Julieta Mesquita Campos com quem teve 16 filhos dos quais apenas oito sobreviveram: José Humberto, Maria Marta, Maria Neusa, Terezinha, Carlos, Geraldo Magela, Maria da Anunciação e Manuel Canuto.
Em meados de 1923, com a transferência do dr. Tomaz Wanderley, João Batista Campos foi morar em Ipojuca, por insistência do sogro que lhe empregou na Usina Ipojuca, indo assumir a gerencia de campo da Usina Timbó-Assu - hoje não mais em atividade -, e em área do município de Escada-PE.
Não se dando bem de saúde, voltou para Afogados e, em 1927, foi para Campina Grande, na Paraíba, gerenciar a empresa Curtume dos Motas, onde pouco tempo permaneceu, também por questões de saúde, retornando à terra natal em abril de 1930.
No início de 1935 foi convidado a gerenciar a Usina de Beneficiamento de Algodão de Vasconcelos e Cia, indo residir no distrito Espírito Santo (Tabira), então pertencente a Afogados da Ingazeira.
Sendo a Usina absorvida pela SANBRA – que dominava o mercado de algodão -, em 1937 se mudou para Vila Bela [Serra Talhada], onde permaneceu até o final daquele ano, retornando para Afogados da Ingazeira, onde se encarregou da construção do prédio da SANBRA (atual Mercado Público Municipal).
Em 1938 foi para Garanhuns, quando, ainda por questão de saúde, abandonou o emprego, voltando para Afogados, e passou a trabalhar por conta própria em várias atividades, inclusive como rábula [advogado sem título universitário], comum na época.
Finalmente, em 1946 a família foi morar em Caruaru, em virtude da necessidade de oferecer educação mais primorosa aos filhos, pois Afogados não dispunha, ainda, de boas escolas e nos graus de que necessitavam. O primogênito, José Humberto, já formado em engenharia agronômica, ali se estabeleceu profissionalmente.
Com a transferência da família para a capital pernambucana, no final de 1950, e por indicação do desembargador, dr. Tomaz Wanderley, assumiu a função de Escrivão substituto do Cartório Gilka Machado, e, posteriormente, com a criação do 2º Cartório de Protestos do Recife, firmou-se na função até a sua aposentadoria no final dos anos 70.
Faleceu em fevereiro de 1988 - aos 89 anos de idade -, no seio da família, na cidade do Recife, sendo enterrado no cemitério de Santo Amaro. Seus restos mortais foram posteriormente trasladados para a cidade de Maceió, onde o filho Carlos, professor universitário, tinha residência fixa.
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje | 1997-2008