AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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Gustavo Fitipaldi

AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

Gustavo Fittipaldi, o italiano

Homem afortunado, possuídor de terras na zona canavieira do estado de Pernambuco, arrendava-as aos usineiros da cana-de-açucar.

Tendo conhecido a afogadense Levina de Souza Pires Liberal (D. Nozinha) em Garanhuns, depois que ela enviuvou de Gedeão Pires Liberal, se casaram em regime de separação de bens.

Esse encontro se deu em virtude de dona Nozinha, com a doença terminal do seu primeiro marido, ter adquirido uma casa em Garanhuns para que ele mudasse de ares, indo morar numa cidade de clima agradável e ficasse longe de seus negócios na fazenda Quixaba dos Liberais, para passar seus últimos dias, por aconselhamento médico.

No processo da venda do imóvel em Garanhuns, alguns anos após o falecimento de Gedeão Pires Liberal, a viúva namorou e se casou com Gustavo Fittipaldi, italiano de nascimento, que assim conheceu a cidadezinha de Afogados da Ingazeira.

De comum acordo com dona Nozinha, o italiano construiu 14 casas na rua Espírito Santo (conhecida na época como beco de Tabira), pois do oitão do então hotel de dona Bebém partiam os transportes para aquela vila. As casas estão do lado esquerdo de quem vai para a igreja de São Sebastião, exatamente no locar apelidado pela molecada de "gosto do padre". Numa dessas casas morou Nêgo Sapateiro.

Esse cidadão, ao tomar a decisão de construir tais casas teve uma influência no traçado atual da cidade. Veja que o logradouro hoje tem o seu nome (Rua Gustavo Fittipald) e mostra um dos principais vetores de crescimento de Afogados. Na época, provavelmente, esse logradouro só tinha a casa de Josué Martins (que fica ao lado da igreja de S. Sebastião e no mesmo lado das casas construídas por Gustavo).

Os filhos do primeiro casamento de Gustavo Fittipaldi eram médicos, dentistas e as mulheres professoras. Também era proprietário de um casarão que ainda hoje existe na rua Barão de São Borja, na Boa Vista, Recife, quase em frente ao antigo cinema Politeama e do outro lado da rua onde fica o Bar Logan.

Faleceu no Recife por volta de 1951/1952.

Fonte e foto: Pétain Ávila

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