
Ezita Veras Rosas Guimarães
Filha de Antônio Rosas de Carvalho e Agnela Veras Rosas, nasceu em São José do Egito-PE em 15 de novembro de 1929. Católica, como toda a família, tinha a vida consagrada a Nossa Senhora do Carmo. Seus pais tiveram 10 filhos: Além dela, Edeildo, Erivonaldo, Eudes, Edson, Edno, Edmilson, Edite, Edvonete e Eneida.
O seu pai que era viúvo, tinha outros filhos do primeiro casamento. Ela tinha grande apego com Josafá, um meio-irmão.
Em virtude de sua mãe ser hoteleira e residir nesse ambiente, a sua infância e juventude foi passada entre pessoas estranhas – viajante de todos os recantos desse Brasil que passavam por Afogados da Ingazeira. O hotel da família tinha o nome de Grande Hotel (que depois passou a ser Hotel Vencedor).
Ezita quase não tinha disponibilidade para as atividades natas de uma criança, pois ajudava sua mãe nos afazeres do estabelecimento.
Veio a juventude e a adolescência e a rotina era a mesma. Raramente saía com os amigos para as festas que aconteciam na cidade.
Sempre que podia, passava uma temporada em uma casa na cidade de Olinda. Numa dessas viagens conheceu o viúvo José de Albuquerque Guimarães, o homem com quem se casou em 22 de fevereiro de 1967 e que lhe deu duas filhas: Valéria e Luciana.
Ele era pernambucano, mas passou a grande parte da sua vida no Rio de Janeiro.
Guimarães, já viúvo, com cinco filhos, alguns ainda adolescentes, outros casados exercia a atividade de detetive da Polícia Federal,e estava em Pernambuco, pois havia sido transferido para o Recife e hospedado em uma pensão (em Olinda) cuja proprietária era muito amiga de Ezita..
Num belo dia Ezita e Guimarães se conheceram. Ela disse que foi “amor à primeira vista”. Em três meses de casaram e foram residir na capital pernambucana, sendo felizes durante sete anos. No dia 8 de janeiro de 1974 ele faleceu, deixando-lhe a saudade e a dor, pois ele era seu porto- seguro, o homem que lhe deu a felicidade desejada. No entanto ele havia deixado duas filhas, ainda pequenas para serem criadas. Ezita passou a ser pai e mãe.
Não suportando a solidão resolveu retornar a Afogados da Ingazeira onde chegou no ano de 1981 com as duas filhas, frutos daquele amor. “Mamãe sempre foi uma mãe amorosa e dedicada. Uma mulher de fibra, boa filha, boa esposa e caridosa. Eram suas virtudes”, disse sua filha Valéria.
Tinha pavor da ideia de morrer sem antes deixar as filhas bem direcionadas na vida. Queria vê-las formadas e bem casadas. Depois disso ela morreria em paz.
O seu genro João Eudes era um filho para ela. Ele esteve ao seu lado nos momentos mais tristes e dolorosos nos seus últimos dias. Os netos eram parte do seu tesouro na terra: João Victor e Ana Cecília, filhos de Valéria/João Eudes e Lucas Gabriel, Maria Clara e Anna Lara filhos de Luciana/Cláudio.
“Fiel aos seus princípios religiosos, temente a Deus, uma mulher guerreira por tudo o que passou aos longos dos seus 80 anos de vida, minha mãe sempre será para mim e meus filhos um exemplo de vida, minha referência e, se outra vida existir, quer ser novamente sua filha!”, disse Valéria.
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