
Filho de João de Freitas Padilha e Maria Isabel do Amaral Padilha, Elpídio nasceu no dia 04 de junho de 1886, em Afogados da Ingazeira.
Suas primeiras lições escolares foram dadas pela própria mãe; depois foi encaminhado para continuar os estudos em Triunfo, em educandário que oferecia uma melhor qualidade de ensino. Isso foi fator preponderante para que ele fosse um homem afeito a leituras e detivesse uma excelente cultura.
Em Triunfo trabalhou algum tempo na loja de tecidos de Galdino Diniz. Nesse período, em passeio pela cidade de Flores (PE), conheceu a bela jovem Arethusa de quem ficou noivo por dez anos.
Em 1910, com 24 anos de idade, Elpídio Padilha foi nomeado prefeito de Afogados da Ingazeira, voltando a administrá-la em 1938.
Em abril de 1925, levou ao altar a jovem noiva Arethusa Barros Padilha, com quem teve dez filhos: Maria Consuelo de Barros Padilha, Maria Mercedes, Teresinha, Magda Auristela, João, Miriam, Maria Magdalena, Margarida, Helena Maria e José Arthur.
Após o casamento, Elpídio foi morar em Arcoverde (PE). Em sociedade com José Estrela, abriu um curtume em Custódia (PE), vendendo toda a produção de couro para Delmiro Gouveia, notável comerciante das bandas de Alagoas. Com a morte deste cidadão, o curtume terminou indo à falência.
Com o propósito de recomeçar a vida, Padilha veio morar na Praça Domingos Teotônio (atual Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara), 259, centro, em Afogados da Ingazeira.
Em pouco tempo, transformou-se num próspero comerciante, com ótima situação financeira, adquirindo vários imóveis na cidade.
Elpídio Padilha tinha a patente de coronel, adquirida por compra junto à Guarda Nacional, título que lhe dava muito orgulho, posto só ser deferido a pessoas de ilibado caráter.
Era um homem elegante e bastante culto. Católico, porém não gostava muito de freqüentar a igreja. Costumava dizer que a pessoa valia pelas boas ações praticadas e não pelas vezes que ia ao templo.
Faleceu no Real Hospital Português da Beneficência em Pernambuco, no Recife, numa segunda-feira, 18 de fevereiro de 1974, vítima de um acidente vascular cerebral. Estava com 88 anos de idade. (por Milton Oliveira – fragmentos, com enxertos nossos)
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