AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

Belarmino  Virginio de Oliveira


                  

 

No dia 11 de março de 1895 nasceu na fazenda Bredos, município de Afogados da Ingazeira – Pernambuco, hoje pertencente ao município de Iguaracy, Belarmino Virgínio de Oliveira, filho de José Mateus de Oliveira e de Antônia Virginio   Nunes, tendo como irmãos  Manoel, Cecílio, Ana, Anália, Quitéria, Júlia e Maria  Virgínio de Oliveira, e meio-irmãos José, Samuel, Francisco, Antônia e Lourdes Magalhães de Oliveira.

No dia 06 outubro de 1916, Belarmino Virgínio de Oliveira casou-se com a jovem Luzia Nazário de Souza, na Igreja de Afogados da Ingazeira - Pernambuco, sendo a cerimônia celebrada pelo  Padre Carlos Cottat.  Da união de Belarmino  e Luzia nasceram 19 filhos, sendo que 12 sobreviveram, quais foram: Rivadávia, Joaquim, Antônio, Luiz Gonzaga, Vicente, Severino, José (Zuzinha),  Maria José, Maria da Conceição (Lali), Teresinha, Antônia, e Maria Hilda Nazário de Oliveira.  

Após o casamento, Belarmino e Luzia foram  residir   em uma  fazenda situada no vale do Rio Moxotó, município de Sertânia, Pernambuco, onde nasceu seu primeiro filho Rivadavia Nazário de Oliveira. Devido se tratar de uma região seca, posteriormente Belarmino tomou a decisão de se mudar para o vale do Rio do Pajeú.  Construiu uma grande casa de alvenaria na fazenda Riacho da Onça, município de Afogados da Ingazeira, Pernambuco,  de propriedade de seu sogro Joaquim Nazário de Sousa,  onde existia um grande açude. Comprou a propriedade Bom Nome, vizinha a fazenda Riacho da Onça e foi viver da agropecuária. Era um homem trabalhador, caprichoso no que fazia, aceitava técnicas agronômicas com facilidade.  Tornou-se o maior produtor de algodão arbóreo da comunidade. Foi o primeiro agricultor a introduzir o uso do pulverizador costal  no combate as pragas (lagarta curuquerê) da cultura do algodão.\

A  Segunda Guerra Mundial – 1939 a 1945, foi motivo de grande preocupação para o Sr. Belarmino, porque  seu filho Rivadávia  se encontrava servindo  o Exército Brasileira no Recife  no referido período e qualquer momento poderia embarcar para a Europa.  Devido a precariedade de comunicação, a população da fazenda Riacho da Onça não se interessava muito por notícia da Segunda Guerra Mundial.  Mas Belarmino, quando falava da Segunda Guerra costumava dizer: você não dar importância a esse  assunto porque não tem um filho  servindo ao Exército.

Não obstante ter sido um homem de origem rural, Belarmino  era alfabetizado,  habilidoso, prestativo,  comunicativo e tinha um ciclo de amizade muito grande no município e na cidade de  Afogados da Ingazeira. Era conhecido por “Belo Nazário”.  Gostava de política, mas nunca foi candidato a nenhum cargo político. Gostava também de possuir um cavalo ou burro de  sela bom, com os arreios impecáveis, para fazer suas viagens

Foi um homem zeloso  no cumprimento do dever de homem e pai de família, procurando inspirar nos folhos essa nobreza de caráter. A simplicidade de sua vida na zona rural não  ocultava a preocupação com a saúde e o futuro dos seus 12 filhos que os criou com muito carinho. Na década de 40, houve um surto de varíola (doença infecciosa contagiosa) na comunidade do Riacho da Onça e adjacência,  mas seus filhos não contraíram a referida doença devido serem vacinados. Todos os filhos foram alfabetizados e Severino, José (Zuzinha) e Antônia Nazário de Oliveira formaram-se em bacharel em direito, odontologia e pedagogia, respectivamente.

Na década de 50, sua esposa, Luzia Nazário de Oliveira teve um problema de saúde e Belarmino deixou o Riacho da Onça e se mudou para a cidade de Afogados da Ingazeira. Em 07 de abril de 1957 Luzia faleceu e Belarmino continuou residindo na cidade, mas não teve segundo casamento.

No dia  03 de fevereiro de 1968, Belarmino Virgínio de Oliveira, aos 73 anos de idade, deixou o mundo dos vivos, em consequência  de  morte súbita, na rua Senador Paulo Guerra nº  627, em Afogados da Ingazeira, Pernambuco, deixando muitas saudades entre familiares e amigos.

 

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