AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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Aurélio Pires Ferreira

AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

Aurélio Pires Ferreira

No povoado Espírito Santo, atual Tabira, nasceu, no 1º dia de novembro de 1903, Aurélio Pires Ferreira. Era mais um filho do casal Raimundo Ferreira Lima e Josefa Leolpodina Pires de Lima.

Aurélio, como os demais garotos de sua época, teve uma infância marcada por grandes sacrifícios. Oriundo de uma família pobre do sertão de Pernambuco, muito cedo teve de ajudar os pais nos trabalhos domésticos e no trato da terra. Passou a infância entre os povoados Espírito Santo e Ibitiranga – Carnaíba (PE).

Trabalhou, estudou (o primário, apenas) e viveu com dignidade. Mais tarde ele conheceu aquela que veio ser sua legítima esposa. Em 25 de janeiro de 1925, Aurélio casou-se com Osana Clara de Jesus. O casal teve os filhos: Agenor Pires de Lima, Erotides Pires dos Santos, Elizeu Pires Ferreira, Ivonete Pires de Sá Maranhão, Paula Frassinette Pires Pereira, Daria Lúcia Pires Torres, Antonio Ferreira e Maria Aparecida Pires de Souza.

Nos primeiros anos de casado, Aurélio morou no povoado de Ibitiranga. Depois se mudou com a família para Tabira.  Neste período, foi nomeado Comissário de Polícia, indo destacar em Solidão (PE). Somente no ano de 1944 foi que ele fixou residência em Afogados da Ingazeira (PE).
Nesta cidade Aurélio abriu próspero armazém com vendas a grosso, o que o obrigou a empreender inúmeras viagens ao Maranhão, em busca de arroz, e à Bahia, com o objetivo de comprar milho e feijão. Era proprietário de caminhão (não sabia dirigir) e o fato de ter transporte próprio facilitava o desenvolvimento do seu comércio. Homem dinâmico e trabalhador, em pouco tempo Aurélio era considerado um comerciante afortunado.
O tempo, porém, opera mudanças drásticas na vida das pessoas. Alguns janeiros depois, já no ano de 1964, Aurélio percebeu que seu comércio estava em declínio. Fechou, então, o armazém e abriu um bar e sorveteria.
Era, pois, este bar e sorveteria o ponto mais freqüentado na cidade, notadamente pela juventude e algumas autoridades (médicos, prefeito, comerciantes, professores, etc.)

No salão desse novo empreendimento existiam mesas de sinuca e bilhar para os apreciadores do jogo saudável, para os momentos de lazer. Lá, também, se realizaram bailes de carnavais e festas de final de ano que se tornaram tradicionais.

Começando a sentir o peso da idade, Aurélio decidiu que estava chegando a hora de, novamente, mudar de profissão. Bom marido e ótimo pai que era, preferiu ouvir o que a família tinha a dizer a este respeito, antes de tomar qualquer decisão. Todos concordaram que ele deveria procurar outro meio de vida que exigisse menos esforço e não lhe desse tanta preocupação, quanto o bar e sorveteria dava.

Aurélio passou o ponto adiante e, passou a residir na propriedade Serrinha, nas proximidades de Ibitiranga, onde se instalou com a esposa, posto todos os seus filhos já estarem casados. Ali desenvolveu tranqüilo e feliz a lide de agricultor, até o final de sua existência.

Era o dia 13 de maio de 1972, quando esse homem bom e modesto emitiu seu último suspiro, em meio a uma forte crise de angina. Está sepuldado no cemitério São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira.

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