No dia 15 de setembro de 1922 nascia no sítio Vaca Morta, situado na margem esquerda do Rio Pajeú, município de Afogados da Ingazeira, Pernambuco, Antônio Mariano Silvestre, fruto da união estável de Joaquim Silvestre da Silva e Antônia Siqueira da Silva, tendo como avós paterno Manoel Silvestre da Silva e Mariana Silvestre da Silva.
Devido o falecimento precoce de sua genitora, foi criado por uma tia materna, de nome Cosma Mariano de Siqueira, conhecida por "Dondon" e por esse motivo é conhecido pelos afogadenses por "Antônio de Dondon".
Fez o curso primário em escolas públicas na cidade de Afogados da Ingazeira e o segundo grau no colégio do Professor Aderbal Mendonça, na mesma cidade. Ainda muito jovem aprendeu a profissão de "alfaiate" na alfaiataria "Globo" de propriedade de Joaquim Nazário de Oliveira, onde trabalhou por algum tempo e posteriormente na cidade de São Paulo. Devido a decadência da profissão de alfaiate, aprendeu as profissões de marceneiro, metalúrgico e artes plásticas, pois com essa última profissão, realizou um trabalho muito perfeito que foi a restauração do "altar mor" da catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios de Afogados da Ingazeira.
Em 1951 se casou com Terezinha Maria da Conceição Silvestre, funcionária aposentada da prefeitura da cidade, com quem vive em perfeita harmonia até os dias atuais, na Rua Diomedes Gomes, número 88, Afogados da Ingazeira, Pernambuco.
Hoje, Antônio Dondon é aposentado pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, mas ainda realiza trabalhos de metalúrgico e de artes plásticas.
Ele foi contemplado com uma inteligência rara, criativa, e com uma lucidez invejável. É um homem cuidadoso com a sua saúde e disciplinado. Sempre se mantém bem informado e é capaz de conversar, aprofundando-se sobre os mais variados assuntos da história de Afogados da Ingazeira.
[Escrita por Joaquim Nazário de Azevêdo]
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