AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
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Abílio Barbosa de Albuquerque

AS PESSOAS

 

PERSONAGENS

Abílio Barbosa de Albuquerque

              
Aristides Barbosa de Albuquerque e Regina Inocência de Albuquerque tiveram 10 filhos. O caçula Abílio nasceu em 10 de agosto de 1930, em Pedra Lavrada, distrito, na época, de Picuí/PB.

O garoto Abílio estudou na escola agrícola em Bananeiras-PB, vindo para Afogados da Ingazeira no início de 1949, já na sua juventude.

Ao final de 1949 foi para São Paulo onde trabalhou durante quatro anos no Ministério da Agricultura; Depois, na Companhia Brasileira de Pavimentação e Obras onde passou mais dois anos, e na Mesbla, 4 anos.

Mas achou que não era essa sua vocação e foi trabalhar na Eletrônica Panamericana Imp. e Com. S.A. em 1959, onde aí começou sua vida profissional, fazendo cursos para consertar aparelhos de rádios e TVs. Foi quando começou a sua paixão pela radiodifusão.

Retornando a Afogados no começo de 1961, conheceu Dinamérico Lopes. Como já era técnico em rádio e TV, naquele mesmo ano começou a trabalhar na Rádio Pajeú de Educação Popular Ltda., sendo efetivado na empresa no 1º de março de 1965, onde trabalhou 30 anos.

Pode-se dizer que dedicou sua vida à Rádio Pajeú. Quando a emissora apresentava problemas, ia Abílio consertá-la. Quando o problema era pequeno ele dava conta; quando não, chamavam o técnico Sabóia, que, na maioria das vezes, passava a madrugada com Abílio para realizar o conserto.

Barbosa sempre dizia: “tudo que faço pela Rádio Pajeú é com amor”. Ele sabia da importância da emissora para a cidade e região, e não tinha nenhum interesse em usar a emissora para se promover.

Mesmo trabalhando na Rádio, sempre procurava um tempinho para ir até o Recife, na Philips, para se aperfeiçoar sobre técnicas em TV, já que a tecnologia se desenvolvia com rapidez e ele deveria estar atualizado.

Em Afogados montou uma oficina eletrotécnica para consertos de rádio e TV. Devido ao seu trabalho, ficou conhecido em toda região, pois as pessoas que o procuravam diziam sempre: “só confio no senhor, seu Abílio”.

Trabalhou, também, no Cine São José, de 1975 a 1979, como operador das máquinas de retroprojeção. Na época o cinema estava sob o comando da esposa do saudoso Waldecy Xavier de Menezes, dona Ivanise.

Em 11 de junho de 1967, em Afogados da Ingazeira, contraiu matrimônio com Maria do Socorro Silva Albuquerque, com quem teve cinco filhos: Cláudia, Abílio Júnior (in memorian), Leila, Aristides (Tito) e Alberes.

Faleceu de insuficiência renal, em 04 de agosto de 2005, na cidade de Garanhuns, e sepultado, no dia seguinte, no cemitério São Judas Tadeu de Afogados da Ingazeira.

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