
No ano de 1917, em 11 de novembro nascia, em Afogados da Ingazeira, aquele que seria um dos maiores músicos da cidade.
Luiz Guaxinim, filho de Sebastião de Siqueira Lima e Ana Antônia de Siqueira (conhecida por Marinheira), menino pobre, inteligente e trabalhador, desde cedo procurou ganhar o seu sustento. Por essa época, já bastante interessado pela música, tocava saxofone e mais tarde viria a compor algumas canções.
Em 1932, com quinze anos de idade, Luiz Guaxinim aprendeu a dirigir e passou a circular num carro de praça que lhe foi presenteado pela sua irmã Evangelina de Siqueira, em busca de ganhar alguns trocados.
A vocação pela música, herdada de seu pai, continuava a lhe proporcionar momentos de êxtase, sempre que conseguia tempo para ensaiar.
Por ser o menor dos componentes da Banda Padre Carlos Cottart, além de ser bastante magro, resultou o apelido de Guaxinim, lhe dado pelo juiz de direito da comarca, Dr. Fausto Campos.
Em 26 de novembro de 1944, Guaxinim se casou com Elza Evarista de Siqueira, e dessa união nasceram quatro filhos: Maria de Lourdes, José Lamartine, Dimas e Maria Elza.
Luiz Guaxinim residia, com seus familiares, na Rua 15 de Novembro, 215, em Afogados da Ingazeira.
Especialista em consertos de radiador, era um dos mais antigos motoristas de praça.
Luiz Guaxinim foi, também, ótimo especialista em forrar com palhas ou vimes assentos de cadeiras, trabalho que fazia sentado na calçada de casa, sob a copa do oitizeiro, enquanto conversava com amigos.
Desfrutava de confiança na sociedade, fato que o fazia ser requisitado para executar viagens para outros municípios, principalmente quando tinha de transportar mulher ou criança.
Além de tocar na banda musical de sua cidade, Luiz Guaxinim tocou, também, em boas orquestras em Arcoverde, Pesqueira e Recife. Inclusive, em 1938, foi integrante da Jazz Band Acadêmica do Recife, que desfrutava de muito sucesso na época.
Músico de qualidade, compôs belas páginas musicais: “Saudade”, “Só Você”, “O Hino de Santa Maria Madalena” entre outras. Eram hinos, valsas, boleros, sambas, etc., registrados em partituras brilhantes. Inclusive a valsa “Saudade” consta no livro “Bandas Musicais de Pernambuco”
Não tinha outro vício além da música. Quando jovem, gostava de fumar, mas havia abandonado o cigarro há muito tempo.
Católico, educado, modesto, tinha uma legião de amigos e admiradores, e nenhum inimigo.
Bom marido e pai carinhoso, Luiz Gonzaga de Siqueira veio a falecer no dia 21 de julho de 1995, na Casa de Saúde Dr. José Evóide de Moura, devido à uma isquemia cerebral.
Foi sepultado em Afogados da Ingazeira, no cemitério Sào Judas Tadeu. (por Milton Oliveira, com enxertos nossos)
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje | 1997-2012