
Caçula do casal Otávio e Laura Ferreira, nasceu em Afogados da Ingazeira.
Estudou nas Escolas Reunidas Dona Ana Mello e no Colégio Normal. Aprendeu a tocar violão muito cedo - desde os 12 anos de idade. Muito apegada ao irmão Bernardo, que era seu parceiro, em casa fazia base num violão e Bernardo no outro para desenvolver os improvisos de Jazz, já naquela época.
Participou dos Domingos-Alegres apresentados por Waldecy Xavier de Menezes, os dramas encenados no auditório do cine São José e nos circos que apareciam em Afogados da Ingazeira, cidade que sempre foi muito desenvolvida culturalmente.
Fez parte da orquestra onde Dinamérico Lopes (Seu Dino) era o maestro. Viveu a sua juventude tocando até 1966, quando Bernardo faleceu. Passou um ano sem tocar e a família se mudou para o Recife. Voltando a dedilhar o violão, aperfeiçoou uma técnica particular que usava com o irmão.
A partir de 1970, já que o irmão não estava mais presente, passou a executar os acordes como se fossem dois violões. Esse é o grande diferencial que os ouvintes notam quando de suas apresentações. Alguns dizem: “Parecem dois violões tocando!”
Flávia aprendeu a tocar violão “de ouvido”. Em 1980 estudou no Conservatório Pernambucano da Música; depois, na Universidade Federal de Pernambuco fez Licenciatura em Música e, em Ouro Preto/MG, um curso de harmonia e outros, particulares, de flauta e teclado.
Sempre viveu entre artistas, em casa. A irmã Lourdinha também tocava muito bem acordeom, com um estilo bem diferente e fazia dupla com Bernardo, porém, depois que ele faleceu, ela nunca mais tocou.
Flávia lhe presenteou com uma sanfona para que ela pudesse voltar a tocar. Geraldo, outro irmão, um exímio desenhista e criador de objetos de arte e decoração, ganhou vários prêmios no Rio de Janeiro, quando funcionário da Mesbla.
O que aprendeu em casa não se encontrava nos livros; Flávia trouxe do berço a sensibilidade musical, e o que desenvolveu nas partituras serviu para se comunicar com outros músicos, no entanto, para compor, o coração era quem ditava.
Gravou três discos: 1-instrumental (Flavia Ferreira) - Lançado em Afogados da Ingazeira por ocasião da festa das Personalidades Afogadenses, realizada por Irenilda Viana. 2-Contracanto (Música clássicas com letras de Janice Japiassu, onde Flávia fez os arranjos para violão/violoncelo). Lançado em 2000 no Recife. 3-Flavia Ferreira interpreta Canhoto da Paraíba. Com violão e violoncelo. Esse foi um projeto feito pela Lei de Incentivo Fiscal para ajudar Canhoto que estava sem poder mais tocar, por problemas de saúde
Desde 2001 reside em Miami, Estados Unidos. Foi para aquele país tocar na EXPO 2001 e ficou por lá ensinando música e desenvolvendo um projeto para ensinar a arte a deficientes.
Pretende lançar um disco em Portugal. Com simplicidade e competência, Flávia está levando a outros continentes o nome de Afogados da Ingazeira.
Incontestavelmente é motivo de orgulho para a nossa cidade, que tem seu nome divulgado dentro e fora do país pelos valores da terra.
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje | 1997-2010