
Larissa Caroline
A triste luta
O medo é o maior castigo
Que traz amargamente consigo
Sendo um dos maiores perigos
É o que sempre digo
O que escrevo neste papel
Não é nada cruel
Não é nada doce como um mel
E sim algo totalmente infiel
Que verdades sejam ditas
E palavras escritas
Por mais que haja lágrimas
E muitas feridas
Muitos passam fome
E nada consomem
Nem sequer tem um nome
Muito menos um sobrenome
O maior jogo é a luta pela sobrevivência
E com muita paciência
Lutam pela sua independência
E principalmente pela não violência
São eles que possuem os pés no chão
E com tanta emoção e coração
Juntam as mãos
À procura de uma grande união e evolução.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira,
Não tenho a alma triste
Por mais que algum dia algo terrível tentasse atrair-me
Pois resisto-me
Mesmo se algum dia, partiste
Continuarei. Continuarei.
Continuarei a viver
Ser mulher, com todo o meu prazer
Mesmo que aquela saudade venha
Sempre haverá no meu coração tua senha
Irei ao teu reencontro
Por mais que seja um simples e generoso conto
Sou fruto do teu ser
Vem me ver, vem me dizer
Dizer tudo aquilo que faltou em cada segundo
Podiam ser as palavras mais profundas
Porque partiste?
Mas não se preocupe, não estou triste
Tenho alma forte
Que me dá sorte
Posso até estar te esperando
Mas em meus sonhos, sempre falando
Que nunca deixarei de viver
Porque esse é meu maior prazer.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 10 de maio de 2010
O coração e o garanhão
Existe uma pessoa por quem eu sinto atração
É mais aquela chama do coração
Mas há outro fortão, o tal do garanhão
Que é mais pra curtição
Quando encontro o do coração
Chega me dá uma emoção
Quando encontro aquele garanhão
Chega me dá o cão.
Quero que o do coração me dê a mão
E se me der, ficarei com mais admiração
Quero que o garanhão me deixe na mão
Para eu ficar livre para o do coração.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 1º de maio de 2010
Poesia
Adorar a poesia
Não é brega
É uma magia
Meu caro colega
A gente sente
E é bom
Nunca mente
Isso que é um dom
Poesia não é igual
Nem é ridículo
É muito radical
E bastante real
Isto é o que temo
E nunca chegará a um extremo
Eu defendo
E continuo vivendo
Sempre temendo
E principalmente fazendo e sabendo.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 13 de abril de 2010
Amores vêm e vão
Amores às vezes têm solidão e compaixão
Sinto arrepios
As vezes tudo se torna colorido
Ou um pouco perdido
O que venho sentindo
Não há como ser esquecido
Amores são queridos
Às vezes até atrevidos
Isto é o que há em mim
Não sei se estou em um jardim
E se um dia chegará a um fim
Amores são complicados
Às vezes animados
Ou abusados
Amores são loucos
Às vezes poucos
Ou tolos
Ah... sei lá!
Não sei se presta
E se resta
É, são amores
Às vezes com flores
Até com alguns sabores
Mas não custa tentar
Pode machucar
Mas temos que amar
Até descobrir
O verdadeiro sentir e sorrir.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 6 de março de 2010
Estrelas
Estou nas estrelas
Passam horas
Estou em meu mundo
E como ele é profundo
São brilhos intensos
Sente-se até cheiros.
Aqui é meu lugar
Como elas sabem me acalmar
Não são de machucar
Muito menos de rejeitar.
Sou elas, sou delas
Como são belas
É tudo que há de sagrado
Não consigo pensar no passado
Só em tê-las do meu lado
Estrelas me ensinam
E não me arruínam
Com elas sou aprendiz
E nunca mais infeliz
Aqui se encontra meu espiríto
E todo meu infinito.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 28 de fevereiro de 2010
A triste luta
O medo é o maior castigo
Que traz amargamente consigo
Sendo um dos maiores perigos
É o que sempre digo
O que escrevo neste papel
Não é nada cruel
Não é nada doce como um mel
E sim algo totalmente infiel
Que verdades sejam ditas
E palavras escritas
Por mais que hajam lágrimas
E muitas feridas
Muitos passam fome
E nada consomem
Nem sequer tem um nome
Muito menos um sobrenome
O maior jogo é a luta pela sobrevivência
E com muita paciência
Lutam pela sua independência
E principalmente pela não violência
São eles que possuem os pés no chão
E com tanta emoção e coração
Juntam as mãos
À procura de uma grande união e evolução.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 13 de janeiro de 2010
Velhos tempos
Nosso maior medo
Sempre é nosso maior segredo
Nunca pode ser um brinquedo
Muito menos algo passageiro
Tudo o que eu sempre quis
Era viver os momentos mais infantis
Perto dos meus amigos
Voltando aos meus artigos
Naquele tempo
Tive os melhores amores
Não foi um passatempo
Provei os melhores sabores
E vi as mais adoráveis cores
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 7 de janeiro de 2010
Respostas difíceis
Porque é tão estranho?
Esse sentimento que vem de rebanho
Porque é tão cruel?
E ao mesmo tempo fiel
Porque tanto dói?
É como meu coração em erupção
E muito, destrói
É como eu, no mar
Junto com minha paixão e solidão
Não consigo rejeitar
É bem mais forte que eu
E como isso cresceu
O que há dentro de mim
Não pode chegar a um fim
E sim, a um início
De um novo ciclo de amor
Porque se tornou um vício
Vício que não haverá mais dor
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 30 de dezembro de 2009
Impossível não poder sentir
Nada posso fazer
Nem mudar o que sinto
Impossível te esquecer
Esse é meu instinto
Por todos os pequenos e despercebidos lugares
Consigo te ver
Em meio de tantas flores
Posso ser teu maior prazer
Dei-me uma chance
Para este grande romance
Passar comigo
Meu grande figo.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 30 de dezembro de 2009
Quase um soneto de amor
Do nada aconteceu
surgiu um sentimento
Que ate então temia
naquele momento eu já sabia
que dificilmente esqueceria...
Eis que surge a dependência
do amor a parte mais torturante
Que destrói a consciência
fazendo desejar a cada instante
Ceçar essa dor
provinda da ausência
do seu novo amor!
Agora é a vez da solidão
que surge antes mesmo da separação
provinda da ausência
que impulsionada pela dependência
destrói a relação
No fim o mais forte é o vencedor
Dessa batalha épica que todos vivemos
Onde quem vence é quem menos amou
E sem amor todos perdemos. (Pedro Lemos)
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 28 de dezembro de 2009
Enquanto sorriu
Aparece um triste vazio
Naquele lago frio e sombrio
Em meio de tantos mistérios e desafios
O mundo para
E a máscara cai
Isso não é raro
E nem atrai
Tudo Vira
Na maior mentira
E eu acabo em prantos
Junto com meus versos e cantos.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 28 de dezembro de 2009
Quando eu sorrir, quem sabe posso te esquecer
nem que seja ao anoitecer
Meu coração vai amadurecer
Dentro do meu ser
As luzes se apagam
Nada posso enxergar
Só a dor
De quem sabe um dia te deixar
Tento chegar no meu fim
Mas é tão ruim
E eu, fico com uma flor marfim
Junto a tantos poetas
Em meio a tantas palavras
E tantas lágrimas.
Larissa Caroline
Afogados da Ingazeira, 22 de dezembro de 2009
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