Autobiografia.
Fruto da união de José Barbosa da Silva e Anna de Queiróz Vianna Barbosa nasci no sítio Pacus – na fazenda União -, Afogados da Ingazeira, no dia 28 de agosto de 1940. Até hoje resido na mesma casa onde nasci.
Sou católico, apostólico romano. Não freqüento a minha Igreja por motivos óbvios: não posso me locomover; passo os dias deitado em uma rede desde os meus 12 anos de idade.
A minha infância, até os 12 anos, foi a de uma criança simples, modesta, pois nasci de uma família humilde. Só perdia um dia de aula se fosse o jeito. O meu grande sonho era ser médico, mas quando recebia os primeiros acenos da adolescência, um fato desfez toda a programação natural de tudo que estava na minha mente.
Mas, mesmo com todos os obstáculos – que não foram poucos – não fiquei tolhido na ”concha da deficiência”. Com determinação, enfrentei as pedras do caminho.
Quando fiquei deficiente estava na 3ª série do curso primário. Então, devido aos problemas que me acometeram, tive que repeti-la. A 4ª série fiz com a professora Adalgisa Maria Brandão e a quinta com a saudosa professora dona Leta Moraes.
Com a ajuda do então professor José Virgínio Nogueira cursei Admissão ao Ginásio e, algum tempo depois, Madureza Ginasial, por correspondência, através do Instituto Universal Brasileiro.
Graças a Edvonaldo Macedo de Almeida, hoje advogado, que me trazia o material do Ginásio Mons. Pinto de Campos para que eu pudesse estudar em casa, cursei Contabilidade, concluindo-o no dia 26 de dezembro de 1976. Também estudei Didática Geral em 1972.
Em 1993 fiz vestibular de Letras na FAFOPAI (Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira), e fui aprovado. Cheguei a me matricular mas, tendo em vista a impossibilidade de freqüentar as aulas, fechei a matricula. Em vista desses entraves na minha vida, lendo muito, tornei-me autodidata. Sou autor de três livros.
Não me casei visto que sou deficiente – agâmico - e isso me impossibilitaria a procriação. Mas, amo as mulheres.
Passo os meus dias deitado em uma rede, lendo e escrevendo os meus contos. Atualmente uso um computador que me faz viajar pelo mundo através da internet. Detalhe: teclo com apenas um dos dedos.
Mesmo com todos os meus problemas considero-me um homem feliz, pois sinto que sou querido por todos os que me cercam.
Relato um pouco da minha vida neste vídeo:
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje | 1997-2008