AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje
Poeta Diomedes Mariano

CULTURA

 

ESCRITORES / POETAS

Diomedes Laurindo de Lima

 

Conhecido como Diomedes Mariano, é poeta, repentista, embolador (amador), declamador, escritor, humanista e cidadão brasileiro

É casado com Silvana Maria de Moura Gomes, sua musa inspiradora.

Filho de José Antonio Laurindo (em memoria) e Maria José Laurindo de Lima, nasceu em 19 de fevereiro de 1964 no sítio Barra-Solidão.

Inspirado nos folhetos de cordel que seu pai comprava nas feiras e sua mãe lia para ele e seus irmãos, ouvindo programas de cantoria nas rádios Pajeú de Afogados da Ingazeira, Rural de Caicó-RN, Espinhara de Patos-PB e outras mais, descobriu seu talento para recitar e fazer versos aos oito anos de idade.

Residiu na zona rural até os dez anos, onde dividia seu tempo entre os afazeres da roça e os estudos, vindo a concluir o primário na Escola Luiz Carolino de Siqueira com a professora Virgínia Oliveira.

Pouco tempo depois, mudou-se para Afogados da Ingazeira, onde reside até os dias atuais.
Desde então encantava a todos com seus versos improvisados. Já na fase adulta participou de mais de 60 Festivais de Violeiros, conquistando premiação em todos eles.
Como declamador esteve presente em inúmeros recitais, em várias cidades do nordeste como Petrolina, Campina Grande, João Pessoa, Teresina, Recife, Caruaru, Arcoverde e Maceió. Com o seu talento obteve grande destaque nos festivais de Brasília e São Paulo.

Diomedes também cantou com poetas famosos como Ivanildo Vila Nova, João Paraibano, Sebastião Dias, Sebastião da Silva, Moacir Laurentino, Geraldo Amâncio, Diniz Vitorino, Severino Feitosa, Valdir Teles, Zé Viola, Os Nonatos e outros gênios da cantoria.

O Poeta divide seu tempo entre suas cantorias e seus afazeres de comerciante, trabalhando no "Borbão" há quase 30 anos, loja que faz parte de sua história. Por curtos períodos trabalhou, também, numa churrascaria de Helvécio Mariano, na Praça Mons. Arruda Câmara e no Escritório de Contabilidade de João Mariano, seus tios.

Em Afogados da Ingazeira cursou o ginásial e o 2º grau no Ginásio Mons, Pinto de Campos, tendo como diretor o sr. Luiz Alves dos Santos. Essa, única escola onde estudou desde que foi pra cidade, e onde concluiu seus estudos.

Esse multi artista tem dois CDs gravados. O primeiro em parceria com João Paraibano, intitulado "Esse é o sertão cantado por quem melhor lhe conhece". O outro, com Sebastião Dias, "Violeiros do Pajeú".
Teve participação, também, em inúmeros CDs e DVDs de Festivais de Cantoria com diversos artistas. Ressaltamos, também, trabalhos gravados por nomes expressivos da Cantoria como Ivanildo Vila Nova, João Paraibano, Edezel Pereira, Valdir Teles, Raimundo Caetano, Val Patriota e Delmiro Barros, entre outros.

 

FILOSOFIA DE VIDA

"Andar sempre de cabeça erguida para não tropeçar nos obstáculos da própria sombra"

 

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MADALENA VIEIRA BRANDÃO

Quem nunca escutou falar,
em BETO DE MADALENA?
a estrela sai de cena,
pro descendente ficar,
ZEFINHA, vai lamentar,
ZÉ, chorar a orfandade,
em ANTÔNIO, a dor invade,
em FÁTIMA, a tristeza é plena,
PRA O CÉU, SE FOI MADALENA,
PRA NÓS SÓ RESTA A SAUDADE.

Nossos pêsames a todos os familiares

Diomedes Mariano
Afogados da Ingazeira, PE, 7 de abril de 2010

 

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CEM ANOS DE DOUTOR HERMES


Doutor Hermes faz parte da doutrina, / Que ensina o cristão a ser fiel,
O seu pai foi chamado de Manoel, / Sua mãe se chamou Capitulina,
Conseguiu ingressar na medicina, / E pouco tempo depois de se formar,
Preteriu o Recife pra morar, / No sertão onde o povo o ama tanto,
PARABÉNS DR. HERMES DE SOUZA CANTO,
POR CEM ANOS DE HISTÓRIA PRA CONTAR.

Doutor Hermes podia, mas não quis, / Em Recife exercer a profissão,
Escolheu um recanto do sertão, / Pra poder abrigar-se e ser feliz,
De diploma na mão, a história diz, / Trinta e oito era o ano, eu vou lembrar,
Em Tabira chegou pra trabalhar, / Quando ainda chamava-se Espírito Santo,
PARABÉNS DR. HERMES DE SOUZA CANTO,
POR CEM ANOS DE HISTÓRIA PRA CONTAR.

Por ali enfrentou sol e poeira, / Mas a força do homem ninguém mede,
Só três anos depois veio pra sede, / A querida Afogados da Ingazeira,
Esta mesma cidade hospitaleira, / Com uns tempos, passou a governar,
Atendeu o chamado popular, / Seu mandato seu deu com grande encanto,
PARABÉNS DR. HERMES DE SOUZA CANTO,
POR CEM ANOS DE HISTÓRIA PRA CONTAR.

Fixou residência na terrinha, / Adotou o sertão pernambucano,
Pai de Vânia, Hermes Júnior e Luciano, / E o esposo de Dona Terezinha,
Cidadão de postura, homem de linha, / Nunca foi um cristão de se negar,
Seus favores por tudo que é lugar, / São lembrados por nós, por todo canto,
PARABÉNS DR. HERMES DE SOUZA CANTO,
POR CEM ANOS DE HISTÓRIA PRA CONTAR.

Do político, o instinto sonhador, / Do cristão, a postura e a grandeza,
Como chefe da prole, uma certeza, / O marido fiel, bom genitor,
Qualidade sublime no doutor, / Que atendeu tanta gente sem cobrar,
Pondo Deus, no seu jeito de curar, / Tendo fé no divino Espírito Santo,
PARABÉNS DR. HERMES DE SOUZA CANTO,
POR CEM ANOS DE HISTÓRIA PRA CONTAR.

Neste dia em que ele completou, / De janeiros vividos, uma centena,
A família irmanada entrou em cena, / Pra brindar a centena que chegou,
Luciano não veio, mas mandou, / Uma estrela divina lhe guiar,
Afogados se uniu pra lhe abraçar, / E eu me encontro feliz do mesmo tanto,
PARABÉNS DR. HERMES DE SOUZA CANTO,
POR CEM ANOS DE HISTÓRIA PRA CONTAR.

Diomedes Mariano
Afogados da Ingazeira, PE, 19 de março de 2010

 

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SONETOS PRA MINHA MUSA

Sei Silvana que os tempos esmaecem, / O esmalte da flor que perde as cores,
Mas as tuas auroras permanecem, / Recheadas de sol, grávida de flores.

Como as musas do céu nunca envelhecem, / Tu conservas na face os resplendores,
Dando banhos febris nos que merecem, / Se aquecerem na luz dos teus amores.

Que assim continue, deusa das selvas,
Adorando o luar, curtindo as relvas,
Do sertão, indelével paraíso.

Construído por mãos misteriosas,
Para ser habitado pelas rosas,
E namorado infinito do teu riso.

Diomedes Mariano
Afogados da Ingazeira, 10/02/2005

 

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SILVANA

Sem teu riso de santa eu sentiria, / Toda minha esperança fenecida,
No lodo do pântano cairia, / Como a flor pelos germes destruída.

Que seria de mim? O que seria? / Dos meus dias daqui pra o fim da vida,
Sem ouvir a suave melodia, / Dessa voz feminina enternecida.

Viver, não poderia sem amar-te,
Morrer seria um crime sem levar-te,
No meu colo pra a hostess dos espaços.

Como não quero, nem tu queres morrer,
Delirando de amor vamos viver,
Num dilúvio de beijos e abraços.

 

Diomedes Mariano
Afogados da Inagazeira, 10/02/2009

 

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CONSOLAÇÃO

PAJEÚ, LEITO DAS ÁGUAS /  QUE MATAM A SEDE DO POVO
QUISERA EU VER-TE TRAZENDO  /  NOSSA ESPERANÇA DE NOVO,
MAS INFELIZMENTE AMIGO,  /  O QUE FIZERAM CONTIGO
QUEM TIVER CORAÇÃO CHORA,  /  TROCARAM O LÍQUIDO, NO MATO
E EM PROFUNDO ANONIMATO  /  TU TE ENCONTRAS AGORA.

CONHEÇO POUCO DE TI  /  MAS OUVI ALGUÉM FALAR
QUE FOSTE UM CARTEIRO AUTÊNTICO  /  LEVANDO CARTAS AO MAR,
HÁ TRINTA ANOS ATRAS,  /  HOJE NÃO NAVEGAS MAIS
RUMO AQUELA DIREÇÃO,  /  ALGUÉM ROUBOU TEU EMPREGO,
TEU ORGULHO, TEU SOSSEGO  /  SÓ TE RESTA A SOLIDÃO.

ONDE FOI ÁGUA SOMENTE  /  HOJE O MATO TOMA CONTA
OS ESGOTOS TE INSULTAM  /  TEU POVO TE CAUSA AFRONTA,
INTERDITARAM TEU LEITO  /  FOSTE ESQUECIDO DE UM JEITO
PERANTE AOS ACOMODADOS,  /  PARECE QUE TUA GLÓRIA
NÃO FAZ PARTE DA HISTÓRIA  /  QUE TANTO ORGULHA AFOGADOS.

RIO DAS GLÓRIAS PASSADAS  /  DOS LINDOS BANCOS DE AREIA
O SANGUE DOS MISERÁVEIS  /  CONTAMINOU TUA VEIA,
ESTÁS CANSADO E DOENTE,  /  MESMO ASSIM SEGUES EM FRENTE
SEM RECLAMAR DE NINGUÉM,  /  QUEM TE PREFERIU ASSIM,
ANTES DE VER O TEU FIM  /  TALVEZ TENHA FIM TAMBÉM.

Diomedes Mariano
Afogados da Ingazeira, 14 de Março de 2001

 

 

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 ESTROFES IMPROVISADAS

 LUTAR PELO BEM COMUM, / CADA QUAL TEM SEU DIREITO,
FAZER O BEM É VIRTUDE, /  SER TRISTE NÃO  É  DEFEITO,
O MAR DOS OLHOS SÓ SANGRA / SE CHOVER DENTRO DO PEITO.

 

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DUAS TROVAS DO POETA

OBRIGADO POR TER VINDO / TRAZER LUZ AO MUNDO MEU
QUE FICOU MUITO MAIS LINDO / DEPOIS DA VINDA DO SEU

(Dedicado a sua esposa, eterna musa inspiradora)

 

PACIÊNCIA, A MELHOR ARMA, / PRA SE FAZER USO DELA,
O CRISTÃO SÓ  SE DESARMA, / QUANDO SE SENTIR SEM ELA.

 

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SER TÃO SERTANEJO

Ser tão sertanejo é valorizar
Os nossos costumes e as nossas raízes,
Não sentir vergonha das mãos calejadas,
Da pele tostada pelas cicatrizes.

Ser tão sertanejo é ser bravo e forte,
Respeitar a vida, não temer a morte,
Ter a paciência por Deus exigida.
Ser tão sertanejo é ser como nós,
Na letra, na música, no verso e na voz,
Divulgando a arte nos palcos da vida.

Diomedes Mariano

 

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O PRIMEIRO ENCONTRO

Afogados terra amada, / Mãe que cada filho ama,
Princesa que enche os olhos, / De quem por seu nome chama,
Minha terra centenária, / Quanta passagem lendária,
Vivenciamos aqui, / Aonde quer que a gente vá,
Teu nome conosco irá, / Nas lembranças por aí.

Como esquecer, por exemplo, / Do coreto da pracinha,
Do boi de Hermes, e do bar / De Panca e de Mariquinha,
Casal nobre e educado, / Que com zelo e com cuidado,
Cuidava da clientela, / O bar, casa de encontro,
Onde qualquer desencontro, / Era discutido nela.

Ao som de uma boa música, / Muita cerveja gelada,
Reginaldo Goladinha, / Foi quase o rei da Golada,
Tota e Luis Capacete, / Patrocinavam o banquete,
Pra Finfa e pra Pé de Banda, / E Zé Panqueta sempre atento,
Pra que seu atendimento, / Ganhasse mais propaganda.

Jailson, Ednaldo e Bila, / Já tinham horário marcado,
Murilo e Cácio, os da casa, / Jamais chegavam atrasados,
Dida, Ceíca e Zumbinha, / Outra trindade que vinha,
Para os encontros do bar, / E entre palestra e piada,
Haja cerveja gelada, / E muita conversa no ar.

Mariquinha vez em quando, / Querem mais um tira-gosto?
Esse eu prometo trazer, / Sem alterar o imposto,
Logo Carrinho de Lica, / Frente a frente com Ceíca,
Dava uma enorme risada, / Enquanto que Suetone,
Lembrava o velho Marcone, / Do som, o rei da zoada.

Carrinho de Possidônio, / Era outro assíduo freguês,
Mima e Marcelo Boíba, / Chegava um de cada vez,
Zé Cotelo o mais querido, / Boêmio e Extrovertido,
Sempre chamava atenção, / Nosso Luizinho Onça,
Ficava igual “mosca sonsa” / Depois de cada pifão.

Antônio Martins na época, / Não era poeta ainda,
Mas já contava piada, / Seu estoque não se finda,
E assim a farra crescia, / Independente do dia,
De semana ou feriado. / Entre a lembrança e a glória,
Aquele bar fez história, / Em todo o nosso passado.

Quatro amigos importantes, / Participavam da cena,
Um, Toninho Venceslau, / Outro, Renato Macena,
Além de Marcos Porróia, / Branco de Otávio outra jóia,
Da tropa bem dirigida, / Estas quatro criaturas,
Hoje lembram as aventuras, / Do outro lado da vida.

Dos mais diversos assuntos, / As mesas do bar ouvia,
De resultado de jogo, / A romance que nascia,
De casamento acabado, / De colega reprovado,
De fofocas na igreja, / De tudo via-se no ar,
Só não podia faltar, / Tira gosto e nem cerveja.

De calote de colega, / De pai que dava cavaco,
De quem via os espetáculos, / Entrando pelo buraco,
Tudo era divertimento, / Durante aquele momento,
Nós tínhamos a impressão, / Que o tempo não passava,
E a juventude brincava, / De criança em nossa mão.

Mas tudo na vida passa, / E este bar passou também,
Hoje Dona Mariquinha, / Não despacha mais ninguém,
Cada um da gente cresceu, / Buscou o destino seu,
Seguiu sua direção, / Mas não conseguiu tirar,
As aventuras do bar, / Da sua imaginação.

Hoje Dona Mariquinha, / Recebe a nossa homenagem,
Como uma mulher guerreira, / Que nunca faltou coragem,
Dentro da sua mobília, / Formamos uma família,
Unida, amiga e vizinha, / Por isso a gente envelhece,
E com certeza não esquece, / Das farras e de MARIQUINHA.

Assim surgiu a ideia, / De Jailson e também minha,
Criar o primeiro encontro, / Lá do bar de Mariquinha,
Nos unimos novamente, / Só não como antigamente,
Sem responsabilidade, / Pra neste encontro marcado,
BRINDARMOS NOSSO PASSADO, / REATIVANDO A SAUDADE.
“SAUDADE É TUDO QUE FICA, DAQUILO QUE NÃO FICOU"

Diomedes Mariano
Afogados da Ingazeira, PE, dezembro/2009

 

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O RIO ESTÁ VIVO AINDA

Nosso Pajeú querido,/ Rio dos mais respeitados,
Que quando cheio espelhava, / O rosto de Afogados,
Quem foste tu, quem tu és? / Foste um dos fortes pajés,
Impondo enorme respeito, /És hoje um índio cansado,
Tendo um sentimento ilhado, / Na solidão do teu leito.

Não conto as vezes que ouvi, / Tua garganta bradando,
E a tua água barrenta, / Descer nos desafiando,
Espumas amareladas, / Brutalmente carregadas,
Pela braveza da enchente, / E os remansos como poltros,
Dando empurrões uns nos outros, / Querendo chegar na frente.

Quantas barreiras quebrastes, / Ao longo dos anos teus,
Quando acolhias as águas, / Vindas das latas de Deus,
Quanta vazante dormia, / Sob o líquido que descia,
Pulsando na tua veia, / Em busca do oceano,
E a gente passava um ano, / Prá ver de novo a areia.

Lembro Pajeú querido, / O teu passado exemplar,
Quando um poeta cantou, / Teu trajeto rumo ao mar,
Inspiraste cantadores, / E aos olhos dos pescadores,
Assombração e ciúme, / A tua enchente causava,
E o Chico se encarregava, / De transportar teu volume.

Quantas crianças nadavam, / Nas margens das águas tuas,
Quantas vezes revoltado, / Invadiste algumas ruas,
Logo depois que invadias, / Arrependido tu ias,
Recuando de mansinho, / Assumindo as próprias culpas,
Como quem pede desculpas, / Por Ter errado o caminho.

E hoje velho cacique, / Estás muito diferente,
Como um guerreio ferido, / Pela tua própria gente,
Por onde a água correu, / A baronesa cresceu,
A fedentina aumentou, / Com isto a poluição,
Por Ter te pego a traição, / Veio prá luta e ganhou.

Hoje acumulam lixos, / Como mato, arame e fio,
Estão vomitando esgotos, / Na boca do pobre rio,
Que se encontra transformado, / Tanto entulho acumulado,
Por onde o líquido correu, / Vamos salvar nosso irmão,
Que está de vela na mão, / Mas ainda não morreu.

Já é hora de fazermos, / Uma limpeza em geral,
Prá devolvermos ao rio, / A beleza natural,
Conservá-lo por inteiro, / Torná-lo o velho guerreiro,
Que atualmente não é, / Cartão postal de Afogados,
E nós, orgulhosos curvados, / Aos pés do nosso pajé.

Diomedes Mariano
Afogados da Ingazeira, PE

 

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