Alexandre Morais
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concedida pelo ex-secretário de Turismo, Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira, ao radialista Nill Jr, na Rádio Pajeú, em 10.06.2009, a respeito do seu afastamento da pasta.
Alexandre Morais, ex-secretário, nos enviou, há alguns meses, um email informando como encontrou pontos da Cultura na nossa cidade. Evidentemente, pelo pouco tempo que lá permaneceu, quase nada pôde acrescentar para resolver a sua estagnação.
1) Balé Popular de Afogados da Ingazeira -
Encontra-se desativado. Parte do figurino está na Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes. Algumas peças estão com ex-componentes ou emprestadas a Escolas e Grupos. O ideal, no entanto, é recomeçar. Nossa meta é preparar um projeto para captação de recursos para novos figurinos e, especialmente, sede própria. É meta para médio prazo.
2) Companhia Artística Pajeú de Dança -
Esta segue bem. Mantém ensaios regulares e sempre expõe novidades e aprimoramentos. A coordenação é de Elias Mendes (professor de educação física e de danças). Este ano (2009) o grupo apresentou-se no Projeto Quinta Cultural, no Baile Municipal e no Carnaval do Centenário. Contato com Elias: (87) 9625.5263.
3) Grupo Aplausos de Teatro Amador -
Estava sem notícias deste grupo, mas pra nossa alegria recebi a visita de um dos coordenadores esta semana. Disse que o grupo está ensaiando e que tem duas peças em estágio final de produção, sendo as duas autorais e uma inédita. Ficou de retornar com projeto, informações e contatos.
4) Grupo de Reisado do Sítio São João Novo -
Até onde sei está desativado. No último contato que tive, há cerca de um ano e meio, pediram-me uma visita ao grupo. Agendei, mas dois dias antes me procuraram pedindo para não mais participar da reunião. Atendi ao pedido.
5) Dança de Coco dos Negros e Negras do Leitão (remanescentes de quilombos) -
Na véspera do Natal passado, um dos mais velhos do grupo faleceu. Tentei uma apresentação no final de janeiro (Encontro de Motociclistas) e disseram-me que em função da referida morte, o grupo estava parado. Não sei se já retomaram. Contato: Sebastião José (87) 9602.1816 e 3838.1276 (Sindicato dos Trabalhadores Rurais)
6) Fersan - Festival Regional da Sanfona -
Foi idealizado e promovido pelo Grupo Frente Jovem. Há dois anos não é realizado, mas para este há uma boa expectativa. Em contato pessoal com a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, ela assegurou que destinaria recursos para a realização do evento. Estou elaborando um projeto junto com o vice-prefeito e fundador do Frente Jovem, Augusto Martins, para apresentarmos na Fundarpe. O período previsto para realização é 4 a 6 de junho. Conato com Augusto Martins: (87) 9998.1282
7) Encenação da Paixão de Cristo. (durante a Semana Santa) -
Desde o início de fevereiro o grupo vem se reunindo e ensaiando nas dependências do centro Desportivo Municipal, local onde já há alguns anos apresenta-se. Estão demonstrando preocupação com elenco, de infra-estrutura e financeira. Em reunião com o representante do Grupo Teatral Paixão de Cristo, Gerson, apresentei o edital da Fundarpe destinando R$ 300 mil exclusivamente para projetos de encenação da Paixão de Cristo. O mesmo optou por encaminhar o projeto junto a uma entidade/associação local. Repassei-lhe todo o conteúdo do edital. Contato com Gerson: (87) 9926.9816
8) Tabaqueiros - Figuras mascaradas tradicionais do Carnaval. (Durante o período momesco) -
Os tabaqueiras têm origem quase que simultânea às tradições do Carnaval de rua do município. Homens, mulheres e crianças vestem-se por completo, ocultando inclusive as mãos, e usam máscaras cobrindo toda a cabeça, de modo que não possam ser reconhecidos. Relhos e chocalhos são acessórios obrigatórios aos mais tradicionais. Sozinhos, em pequenos ou grandes grupos percorrem ruas e pontos de concentração, divertindo uns, assombrando outros e eternizando uma das tradições mais populares do Carnaval no interior de Pernambuco.
9) Vivência dos ciclos junino e natalino. (Junho e dezembro)
O ciclo junino é forte em sua popularidade. Toda a comunidade envolve-se com as apresentações das escolas da rede municipal, postos de saúde e associação de moradores. Nos 15 dias que antecedem o São João, arraiais são realizados nos bairros, com danças, comidas típicas e atrações artísticas. Há a escolha do Arraial Campeão, aquele que se destaca em itens como variedade de apresentações, participação popular, ornamentação e outros. A culminância dá-se na Praça de Alimentação, no centro da cidade, com a apresentação dos campeões.
Esse Ciclo se estende ao 1º de julho, dia de Emancipação Política do município. Há cinco anos, agrega-se ainda à data, a Expoagro, exposição de caprinos, ovinos, bovinos e itens diversos da produção local e regional.
O ciclo natalino geral e tradicionalmente é composto por uma programação religiosa, idealizada e coordenada pela Diocese, e outra festiva coordenada pelo Governo Municipal. A religiosa tem início dias antes do Natal, com Missas, Louvores, Quermesses e outras tradições, seguindo até o 1º de janeiro, dia do padroeiro Senhor Bom Jesus dos Remédios, com uma histórica e numerosa procissão pelas ruas da cidade.
A programação festiva ultimamente tem se resumido a 3 ou 4 dias, com a promoção de festas em praça pública. Durante todo o período são instalados parques adultos e infantis, além de tradicionais bancas de jogos, diversão e alimentação.
10) Missa e desfile dos vaqueiros -
É realizada por uma comissão de vaqueiros e tem como uma espécie de padrinho-organizador o Promotor Público Lúcio Luiz de Almeida. Realiza-se sempre no dia 7 de setembro. Geralmente é esse o roteiro: concentração, celebração da missa, desfile por ruas da cidade e confraternização. Nas últimas edições, a missa foi realizada no Centro Desportivo Municipal.
11) Afogareta – Carnaval fora de época. (Nos primeiros dias de janeiro) -
Neste ano (2009) foi realizada sua 11ª edição. Geralmente ocorre no segundo ou terceiro final de semana de janeiro. Destaca-se como uma das grandes atrações da cidade por sua estrutura (trio elétrico e camarotes) e por suas atrações nacionais, algumas do cenário nacional. Realizador: Ney Quidute (87) 9998.2175
12) Encontro de Motociclistas -
É o maior destaque no quesito atração de público. A rede hoteleira fica completa, casas são alugadas, prédios públicos cedidos e muitos se acomodam em casas de amigos. Este ano mais de 200 moto clubes estiveram representados. Quase sempre acontece no último final de semana de janeiro. A realização é do Moto Clube Dragões de Aço, presidido por Messias Pires (87) 3838.1070
13) Trilhas Ecológicas (Grupos de Motociclistas e Jipeiros) -
Trilhas ecológicas mesmo são feitas sem programações muito prévias. O Grupo Trilhas e Trelas é um dos que têm feito isto, inclusive promovendo no ano passado o 1º Encontro Mirim de Educação Ambiental, culminando com uma trilha ao Sítio Matinha. Contatos: Cláudio Gomes (87) 9633.3342 ou Seriza Janaína (87) 9922.8001.
Motociclistas e jipeiros fazem trilhas de aventura. Também não têm calendário fixo. Por épocas chegam a praticar todos os fins e semana. Contatos: motos Lupércio Moraes 9924.5704 e jipes Araújo (mecânico) 9992.9593
14) Trilha e Festa do Caju -
Foi promovida por dois anos também pelo Grupo Frente Jovem, ganhando a adesão de jipeiros e motociclistas. Obedecendo a safra do caju ocorria no fim de novembro/início de dezembro. Não sei o motivo de não ocorrer no ano passado. O contato é Augusto Martins.
15) Escrituras Rupestres. (Visita durante todo o ano aos Sítios Arqueológicos) -
Infelizmente continuam à mercê do tempo. Não há ainda um trabalho de registro, preservação, ordenação de acesso e outros cuidados. Entra nosso plano de turismo a ser elaborado tão logo possamos no s dedicar a ele.
16) Encontro de Carros Antigos do Sertão -
Ocorreu pela primeira vez este ano (2009). Aprovadíssimo para uma primeira edição. Raridades locais e de vários municípios foram reunidas na Avenida Rio Branco no dia 25 de janeiro. A realização ficou a cargo de Lupércio Moraes, o mesmo dos Motociclistas Trilheiros.
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Alexandre Morais - Autobiografia
Meu nome é Alexandre José Lira de Morais. Nasci em 26 de fevereiro de 1977 em Afogados da Ingazeira, Estado de Pernambuco. Em 10 de junho de 2005 me casei com Veratânia Lacerda Gomes de Morais na fazenda Serrote, zona rural da minha terra natal. Resido na Rua Diomedes Gomes, 152.
Meus pais João Batista de Morais (militar/PMPE) e Maria Letícia Lira de Morais (professora) tiveram dois filhos, sendo eu o mais velho.
Sou Jornalista e Agente Penitenciário do Estado de Pernambuco. Atualmente exerço o cargo de Secretário de Turismo, Cultura e Esportes do Município de Afogados da Ingazeira.
Como todo infante de família simples do interior, dividi o meu tempo entre a escola e as brincadeiras de rua. A origem rural de meus pais transmitiu-me muitos valores de simplicidade, e o contato direto com pessoas do campo despertou-me o gosto pelos tipos, costumes, ditos e causos populares.
O rádio foi outro indutor de minha formação inicial. Fazia visitas freqüentes à Rádio Pajeú e quase sempre dormia ao som de um moto rádio, no qual meu pai sempre ouvia os jogos do Santa Cruz (daí a minha sina tricolor), mas que eu, além dos jogos sintonizava à noite, quando a Pajeú saia do ar, as rádios Globo do Rio de Janeiro e Sociedade da Bahia.
Na Pajeú tenho fortes lembranças do senhor Abílio Barboza na técnica de som, manuseando habilmente LPs e rolos enormes de fitas. Aquilo prendia mais minha atenção do que os próprios locutores. Neste tempo também é que a poesia começava a surgir. Digo, a admiração por ela. Sempre despertava a atenção o tocar de violas e guardo o canto dos gêneros Coqueiro da Bahia e Galope a beira mar (que na época para mim não eram improvisos, mas músicas gravadas).
Mais jovem, procurei participar de tudo que a mim chegava: esportes, teatro, música e todas as atividades extra-escola ou surgidas a partir dela. Da insistência em jogar futebol surgiu a grande oportunidade. Um primo me convidou a fazer um teste no Sport Recife. Mesmo conhecendo o pouco talento para tal, aceitei de pronto e a aprovação foi imediata. Não no futebol, mas no vestibular para o curso de Jornalismo. Eis uma lição de que não se deve deixar passar as oportunidades. Foi por abraçar uma delas, mesmo incerta, que alarguei horizontes e assegurei minha formação profissional.
Ostento passagens pelas secretarias estaduais da Fazenda e de Imprensa, Diário Oficial do Estado, Rádio Clube, Sintonia Comunicação, Jornal Vanguarda, Agreste On-Line, M&M Comunicação, Assembléia Legislativa de Pernambuco, Rádio Pajeú, Prefeitura de Afogados da Ingazeira e trabalhos livres para o Diário de Pernambuco. Paralelo a isto, prestei concurso público e fui aprovado para a função de Agente de Segurança Penitenciária do Estado de Pernambuco. Achei que seria uma rápida experiência. Já se vão oito anos de descobertas e aperfeiçoamento humano, com atuação no Presídio Aníbal Bruno, em Recife, Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, e como supervisor das cadeias públicas de Afogados da Ingazeira, Tabira, Carnaíba e Flores.
Estudei na Escola Cônego João Leite (ensino fundamental e básico), Colégio Normal Estadual (ensino médio), Ginásio Pernambucano (último trimestre do ensino médio) e Universidade Católica de Pernambuco (ensino superior).
Faço parte do Rotary Club de Afogados da Ingazeira (presidente 2008/2009); da Loja Maçônica Arquitetos da Paz; do PCdoB de Afogados da Ingazeira (primeiro presidente); do Grupo Trilhas & Trelas. Fui membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano.
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Afogados da Ingazeira, uma cidade que nasceu do amor |
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Nosso Pajeú já foi
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Com toda inspiração Que me traz este lugar Versifico o que aprendo Trato de multiplicar Boto tudo em cordel E depois solto no ar |
Eu falo neste folheto D’um pedaço deste chão Ofertando à história Minha contribuição Unindo-se a tantos outros Que o fazem de coração |
Afogados da Ingazeira |
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Seu nome se deve a
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O amor não mensurou Os riscos da brincadeira Não imaginaram os dois Um fim daquela maneira Serem encontrados mortos Aos pés d’uma ingazeira |
São as raízes da planta Raízes da amizade Os afogados são vidas Fontes da fraternidade E o amor o precursor Da história da cidade |
Neste tempo ainda era Pouca a povoação Mas uma enorme fazenda Demarcava a região Fazenda Misericórdia O nome deste quinhão |
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Por ocasião da morte
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Foi o dono destas terras O português Manoel Francisco Ferreira Silva Respeitado coronel Que logo mostrou-se ser À igreja bem fiel |
Na frente da residência Construiu uma capela E Bom Jesus dos Remédios Indicou protetor dela Convocando a redondeza Para só orarem nela |
O ato eternizou-se Por tamanha altivez Ficando Manoel lembrado Pela construção que fez No século XIX No ano de 36 |
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Em torno de sua obra
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Assim se desenvolveu Um povo em devoção Fecundando novas vidas Das serras da Carapuça Colônia e Conceição |
Não se demorou muito E casas fizeram fila Vila de Misericórdia Foi seu nome como vila Passagem dos Afogados A chamavam sem feri-la |
Antes do século XX Chegou pela vez primeira Um capelão pro lugar O Padre Pedro Pereira Que ali morou, mas regia A Matriz da Ingazeira |
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É que a vila pertenceu
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1909 Foi o ano do orgulho Uma lei governamental Decretava o barulho A vila virou cidade No dia 1º de julho |
Afogados da Ingazeira Foi sua denominação O amor dos afogados É fogo em expansão E as raízes da ingazeira Prendem seus filhos ao chão |
1910 Outro ano a ser lembrado Afogados recebia Um construtor dedicado O Padre Carlos Cottart Um arquiteto formado |
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Consumido pela chama
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Com um ano de chegado Padre Carlos pôs de pé A meta de construção Da igreja que hoje é Por certo um dos mais belos De todos os templos da fé |
Foi bem além da igreja A sua preocupação Investiu no paisagismo E na urbanização Contemplando a cidade Com boa arborização |
Por um tempo ausentou-se A Pesqueira enviado Voltando logo depois Pra concluir seu legado Mas morreu em 25 Sendo pra sempre lembrado |
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Outro bravo progressista
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Doutor em Teologia Deputado Federal Decisivo lutador Pelo Colégio Normal Correios e Diocese Ferrovia e hospital |
Ainda outras conquistas São a ele atribuídas Foram muitos os seus méritos Suas passadas são seguidas Muitas homenagens são Ao Monsenhor dirigidas |
A mais representativa É referência inconteste A Praça Arruda Câmara De encanto se reveste E a cada nova reforma Com mais beleza se veste |
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Diógenes Arruda Câmara
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Foi Diógenes Arruda Comunista obstinado Por buscar seus ideais Foi preso e exilado Por mais de uma vez Brutalmente torturado |
Jorge Amado dedica Expondo sinceridade Seu grande livro “Subter- râneos da Liberdade” A Diógenes Arruda Por sua tenacidade |
Personagens do passado Em citar vejo razão Renomado escritor E maçom por convicção Poeta e acadêmico Senhor Manoel Arão |
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Foi este afogadense
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Outro nome que é de Destaque merecedor É o de Valdecy Menezes Poeta declamador Professor, radialista Ator e vereador |
Por Dom Mota convidado Pra uma rádio comandar Entregou-se à cidade Sem a nada abdicar Tornando-se referência Para todos do lugar |
Assim Valdecy foi quem Fez de Afogados o hino Com Dinamérico Lopes O famoso Mestre Dino E da Rádio Pajeú Planejou todo destino |
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É a Rádio Pajeú
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Alguns nomes são lembrados Por terem sido o primeiro Alfredo Ferraz prefeito Mané Genésio barbeiro Osvaldo Gouveia, o médico E Nego Bidó carteiro |
Irmão de Padre Antonio Foi Cristóvão advogado Josué, o farmacêutico De Monteiro originado Miguel Queiroz Diningué O cartorário afamado |
Alfaiate foi Romão Chico Bode retratista Professora foi Aurora Vidinho contabilista Antonio Tota, o técnico E Aloísio, o dentista |
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Enfermeiras Ana Nery
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Falando sobre o comércio Se completa o enredo Seu Cazuzinha Travassos Antonio César Macedo Fregueses da marinete Carro de Mestre Alfredo |
Transportes não existiam Muitos como hoje são Louvava-se a marinete A única lotação De Sertânia pra Tabira “Interligando o sertão” |
Vale a pena lembrar Seu Seba eletricista Dagmar o veterinário E Zé Gago motorista Falando em sapateiro Manoel Lopes na lista |
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As referências passadas
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Futebol se praticou Com muita maestria Ferroviário um ás Entre tudo que se via E BAC contra Guarani Muita gente reunia |
Também no cangaceirismo Afogados tem seu traço Por ser berço de alguns Personagens do cangaço Antonio Silvino foi Nascido neste pedaço |
Também Tenente Bezerra Foi gerado neste chão Polícia em Alagoas Mas filho deste torrão Reconhecido por ser O algoz de Lampião |
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Sobre a Rádio Pajeú
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Dom Mota, Padre Antonio Foram sócios fundadores Junto com Helvécio Lima Terceiro entre os atores Sociedade composta E um futuro de louvores |
A agência dos Correios Outra exclusividade No ano 73 Entrou em atividade Mas do século trasado Quando vila, a cidade |
História também tem o Palácio Episcopal Foi residência e hotel Escola e hospital E ainda foi sede do Governo Municipal |
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Se tratando de história
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Por Helvécio Lima foi O cine idealizado No ano 42 Do século passado O primeiro filme foi Ao povo apresentado |
Na década de 50 Uma conquista altaneira Foi o Aero Clube de Afogados da Ingazeira Nome adequado à Aviação brasileira |
Aviões nacionais Eram por vezes doados E os lugares que tivessem Aero Clubes montados Podiam com avião Virem a ser contemplados |
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Mas logo o ACAI
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Se tratando de sertão Afogados tem uma glória A Barragem de Brotas Todos trazem na memória Foi aquela grande obra Um divisor da história |
É uma represa perene Para o abastecimento Foi a mola propulsora Para o desenvolvimento E tem beleza turística Que produz encantamento |
Brotas começou no ano De 11 ser estudada Depois de muitos entraves De muita luta travada No ano 76 Foi ela inaugurada |
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Por tudo que já foi dito
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Vou assim encerrando Esta minha tentativa De exaltar Afogados De uma forma criativa Esperando seja ela Vista como positiva |
Aqui deve haver erro Engano ou omissão Mas história é assim Tem mais de uma versão Só não erra quem não age Vale mais a intenção |
Peço aos interessados Que procurem outras fontes Obras sobre Afogados São encontradas aos montes Para com novas pesquisas Construirmos novas pontes |
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| Aos colegas escritores Eu retiro meu chapéu Sempre indico suas obras E nisto eu sou fiel Se gostarem do que viram Indiquem o meu cordel Fim. |
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AFOGADOS DA INGAZEIRA ontem & hoje | 1997-2010