Até quando teremos que aceitar
e conviver com tamanha enganação?
Não obstante a enigmática e inadmissível paralisação das obras de duplicação da BR-104, - rodovia que liga Caruaru à Santa Cruz do Capibaribe -, descaso que vem causando verdadeiro caos não só aos munícipes caruaruenses, mas também, a todos aqueles que utilizarão aquela autoestrada, em mais um “lance” puramente eleitoreiro - como fazia o seu antecessor e “criador” -, no último dia 30 de agosto, a “presidenta” da república em companhia do governador de Pernambuco, bem como de outras “otoridades”, garantiu a duplicação da BR-432, que liga a cidade de São Caetano à Garanhuns.
Três ou quatro dias depois, o governo do Estado, em análogo gesto, anunciou, inclusive conforme divulgado pela mídia televisava, que a ELABORAÇÃO DO PROJETO estava orçado em sete milhões de reais, ou seja: “A PREPARAÇÃO DO ESTUDO (com desenho e descrição da construção a ser realizada), ESTAVA CALCULADO EM SETE MILHÕES”, acrescentando, por fim, que a “obra” tem um custo estimado em QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS, e a previsão para o seu início é o primeiro trimestre do próximo ano, ou seja, no máximo em 6 meses.
Ontem (17/09/2011) “passei” rapidamente pela nossa Afogados da Ingazeira e, lamentavelmente, foi impossível visitar os meus estimados amigos e parentes, vez que, impreterivelmente às 14 horas do mesmo dia deveria estar de volta a Caruaru. A exceção ocorreu apenas em relação aos filhos e aos netos que ali residem.
Durante a viagem, no percurso: Caruaru -> Arcoverde -> Cruzeiro do Nordeste -> Sertânia -> Albuquerque Né -> Iguaracy -> Afogados, e no retorno, observei que alguns reparos foram e estão sendo realizados; no entanto, alguns trechos da BR- 232 já estão precisando de melhoria.
Registre-se que, no perímetro urbano de São Caetano, há ondulações com mais de vinte metros de extensão, em diversos trechos, que poderão provocar acidentes ou graves danos aos veículos. Entre Cruzeiro do Nordeste e Sertânia, os serviços realizados, já necessitam de novas restaurações. A partir de Sertânia e até Afogados da Ingazeira, sem nenhuma dúvida, qualifico como “meia sola” os serviços que foram e que estão sendo realizados, caracterizando de forma inequívoca o mau uso dos recursos públicos.
Até quando teremos que aceitar e conviver com tamanha enganação?
Edson Siqueira
Caruaru, 18 de setembro de 2010
A Juventude e a Ditadura
[Do blog do Jornal A VANGUARDA, de Caruaru, Tâmara Camila de Oliveira Pinheiro, do curso de Jornalismo da FAVIP]
"Hoje falo sobre mais um personagem; personagem este que estará no meu livro. Um vizinho que infelizmente não conhecia até então (sinais da vida moderna que não nos deixa conhecer nossos vizinhos).
Na época, era um adolescente que aprendeu com o pai, o policial Luiz Alves Siqueira, a sempre prestar obediência. No contato com amigos do pai, quando menor, queria ser juiz. Mas o regime Militar mudou a vida de muitos.
Edson Costa de Siqueira, estudante, que antes só pensava em tomar Coca-Cola com rum e ouvir músicas, percebeu a dificuldade em se reunir com seus amigos, no pós 1964. Tudo era motivo para desconfiança. Tudo era vigiado.
Achou no humor, na forma de desenhos e charges, uma via de expressão, de dar sua opinião. A pichação também foi outra via para gritar para o mundo que algo estava errado. E foi por causa do humor e da vontade de abrir os olhos dos cidadãos caruaruenses, sejam eles feirantes, estudantes ou amigos, que fez com que seu próprio pai o acordasse em um domingo de manhã e lhe desse voz de prisão.
Na prisão, sofreu tortura, psicológica ou física. Passou poucos dias na cadeia, solto por um apelo de seu pai que não queria ver seu filho acusado injustamente. Teve que sair de Caruaru, sua vida corria perigo, seus passos eram vigiados. Ele lembra que não podia encontrar dois amigos e conversar banalidades da juventude, que algum "vigia" da Ditadura já os repreendia.
Viajou para Rio de Janeiro, depois para Manaus, Minas Gerais e, por fim, para Afogados da Ingazeira onde se refugiou e, com o apoio do então bispo diocesano Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, continuou a sua militância política. Lá, retomou sua vida, prestou serviços para a SANEPE (atual COMPESA). Depois, por concurso, foi admitido na EMATER, mas, devido à sua aprovação, também, no Banco do Brasil (concurso prestado em Salvador-BA), optou pela mudança.
No ano seguinte - 1974 - iniciou a graduação em Agronomia na Faculdade de Patos, na Paraíba. Com muita dificuldade participou durante um ano, mas, trancou o curso.
Foi membro do Programa de Educação Política da Diocese de Afogados da Ingazeira e produtor e apresentador dos programas “MPB-SHOW”, “MOMENTO BRASIL” e “O REPÓRTER PENINHA” na Rádio Pajeú de Educação Popular.
Passou por Rio Branco (Acre) e voltou a Caruaru em 1985. Graduou-se em Direito pela FAVIP, em Caruaru, terminando o curso em 2009. Nunca pensou em desistir, sempre lutou pelo que quis. E essa sempre foi uma característica da juventude daquela época."
[http://ditaduramilitaremcaruaru.blogspot.com]
Caruaru, Maio/2011
Rio Pajeú - Grito de Alerta! / ABRIL DE 2005
Querida Elvira, nossa geração lembra perfeitamente o límpido Pajeú do passado. Rio que abastecia os nossos "potes", filtros, geladeiras, nossas casas, para o uso diário. Quem nos dera ter o dom da Poesia para dizer de modo menos agressivo, a dor que sentimos em ver o leito do Rio Pajeú, outrora enunciado e exaltado por menestréis, nessa degradante situação. Hoje ele agoniza. Está praticamente morto. Terá ele o mesmo fim de tantos outros mananciais de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e do Mundo?
Elvira, acabamos de ouvir um brado. Não do moribundo Rio Pajeú, mas, de uma das suas crias. Este clamoroso alerta certamente despertará um a um todos os seus filhos que certamente, passarão a cobrar do Poder Público as primeiras providências. Teremos que reeducar nossas populações ribeirinhas, teremos que dar exemplos, teremos que sensibilizar e, se preciso, "esfregando a cara das autoridades competentes" no putrefato Pajeú.
A revitalização é bem mais lenta que a degradação, mas, havendo interesse e participação, poderá ser mais rápida do que se imagina. Sabemos que na tentativa de sobreviver fora do habitat natural, em decorrência da secular omissão do Estado, o nosso rurícola abandonou suas glebas e optou pela periferia das cidades. A acomodação em casas ou casebres sem infra-estrutura, aliada ao desconhecimento da necessidade de preservação da natureza, também contribuiu no agravamento da situação.
Entretanto, o maior dano foi, e continua sendo "a falta de zelo" provocado pelo descaso administrativo das últimas décadas para com o meio ambiente. Nossos governantes, salvo raríssimos procedimentos paliativos, não tiveram a sensibilidade ou uma visão de futuro em relação a salvaguardar a natureza.
Também costumamos dizer, quando reencontramos amigos ou familiares: "Quem bebe da água do Rio Pajeú, nunca mais esquece". Hoje, lamentavelmente, aquele se aventurar em ingerir o tal líquido, certamente terá um fim idêntico ao do manancial.
Sejamos, portanto, desde já, defensores desta causa. Dentro das limitações impostas sugerimos e predispomo-nos a participar de uma comissão intermunicipal em prol da revitalização do Rio Pajeú, desde a sua nascente, seja em Itapetim ou na Serra da Balança em Brejinho, até o município de Floresta onde deságua no São Francisco.
Conclamamos as Prefeituras, as Câmaras de Vereadores, as Organizações Não Governamentais, enfim toda a sociedade civil dos municípios banhados pelo Rio Pajeú a refletirem o "Grito de Alerta" da Professora Elvira de Siqueira; assim, quem sabe, num futuro bem próximo, juntamente com ela, "vamos gritar aos quatro ventos que o Pajeú ressuscitou".
(No dia 21 de abril de 2005 - há 6 anos - Edson Bigodão escreveu o texto acima)
O descaso é generalizado!
Caro Amigo ‘Carrin de Possidônio’, permita-me, nesta superficial análise do seu apelo ao Governador Dudu Campos, iniciar dizendo do meu desapontamento com os elogios e colocações que têm sido feitos com alguma frequência, através da Rádio Pajeú, pelo seu irmão e meu particular amigo e contemporâneo Saulo Gomes, em relação à condução do rumo político do Brasil a partir de 2002 bem como à postura política desse neto de Miguel Arraes.
Confesso que, já há algum tempo e por motivos diversos, as minhas ações e reações retratam muito mais “emoção” do que a “razão”, mas, na minha ótica, e até que se prove o contrário, tal comportamento/sentimento tem com base fatos reais.
Igualmente a você, eu gostaria muito de poder tratar de “companheiro”, aquelas pessoas que, num passado recente, demonstravam coerência, dignidade e coragem de lutar bravamente contra todos os fulanos que faziam mau uso da “coisa pública”. Mas o fato meu amigo, é que, 99% deles enveredaram por outro caminho e já não merecem nenhum respeito.
Quanto à sua surpresa em relação a exclusão de Afogados da Ingazeira do roteiro do Dudu Campos, também pasmado, enviei e-mails aos amigos Luciano Campos, Fernando Pires e Elvira Siqueira, dizendo que, “no que pese a promessa feita por radialistas, tanto da Rádio Pajeú, quanto da Transertaneja de cobrar - na entrevista que aconteceria, - o motivo de tal descaso, no momento do tal encontro, depois que Michelle Martins passou a “linha” para o Diretor Administrativo Nill Junior, que enfocou outro assunto, e a palavra foi facultada para outro radialista, que talvez tenha feito o dito questionamento, a Rádio Pajeú saiu do ar e, durante alguns minutos ouvi apenas aquele sinal de queda de linha telefônica. Pi, PI, PI, PI, PI, PI, PI. Depois, sem nenhum comentário ou explicação, voltou a retransmissão, desta feita com o radialista Anchieta Santos falando sobre a Celpe. Por isso questionei: Será que tal “momento em off” foi programado? Reservo-me no direito de não duvidar.
Meu amigo, há seis anos, exatamente no mês de abril de 2005, nossa conterrânea Elvira Siqueira fazia um “Grito de Alerta” não apenas em relação à Barragem de Brotas, mas ao Rio Pajeú. Naquela época, fiz um breve comentário e além de dizer da minha disposição em colaborar, conclamei informalmente as autoridades constituídas e a sociedade em geral para iniciarmos algum movimento. Se alguém viu, certamente sorriu e talvez até tenha pensado: Bigodão e Elvira, vão pras PQP!
Carlinhos, há várias décadas, o Rio Ipojuca que “banha” Caruaru e diversas cidades do agreste e da mata sul do Estado de Pernambuco transformou-se em “esgoto” da COMPESA (realmente, COMO PESA) e, igualmente ao Rio Pajeú, no passado foi um agradável lugar para banhos e pescarias. Eu mesmo, quando adolescente, e depois que aprendi a nadar no leito do Pajeú no Sítio Curralinho, quando voltava de Afogados para Caruaru, caía no Ipojuca, tomando banho e pescando piabas e traíras. Pura nostalgia.
Em relação ao Rio Ipojuca, na semana passada, julgando uma ação popular, Dr. Brasílio Guerra, Juiz da Primeira Vara Cível desta Comarca, determinou que a taxa de esgoto cobrada pela COMPESA, fosse suspensa. Hoje, um dos diretores programou uma reunião aqui na cidade e depois de muita conversa e falsas promessas através da Televisão, disse que iria recorrer da decisão, vez que, COMPESA está investindo diversos milhões nesta cidade e necessita de recursos.
Na minha ótica, considerando que tal julgamento ficará a cargo de outra instância, é possível que a decisão seja política e favorável ao Dudu Campos, ou seja à estatal COMPESA.
Portanto, meu caro amigo, mesmo concordando em gênero, número e grau com o seu apelo, não acredito em nenhuma providencia, inclusive pelo descaso das autoridades locais.
Quanto aos transtornos causados pelo abatedouro, que inclusive têm sido alvo de constantes apelos às autoridades locais, é possível que, num esdrúxulo comparativo digam que o Serrote Redondo gera empregos e recursos para a Região e, portanto, não há danos reais que justifiquem reclamações.
Por fim, meu amigo, para não ser mais enfadonho e chato do que de costume, devo lhe informar que, bem pior do que as inconsistentes explicações feitas pelo Dr. Gilberto Sanomiya, por Sandra Regina e/ou por Madalena Brito da equipe de Saúde de Totonho Valadares, são as feitas em Caruaru em relação a todo tipo de mosquito, inclusive o da dengue.
O descaso é generalizado!
Edson Siqueira
Caruaru, 6 de abril de 2011
Caro amigo Luciano, depois de ler a sua explanação“Cartão Vermelho para os Fichas-Sujas”,
não foi possível, para mim, deixar de fazer algum comentário.
Na realidade, meu caro amigo, a frase “ópio do povo”, transportou-me para o ano de 1970 quando uma velha raposa “verde-amarela”, então General Presidente (que talvez realmente gostasse de futebol), utilizando-se da doentia euforia popular, colocou aqueles que pregavam mudanças (talvez meros instrumentos nas mãos hábeis de raposas vermelhas), numa situação complicadíssima perante o povo, exatamente por mostrar que a ditadura estava tirando proveito do doentio ardor por tal esporte.
E, registre-se meu amigo, naquela época, em nível de Brasil, apesar da existência da possessão a qualquer custo, tanto no âmbito das agremiações, quanto na esfera das Federações e da própria CBF, o mercantilismo do futebol estava apenas começando. E, no fundo, alguns dos “craques” daquela época deixavam transparecer algum profissionalismo ou quem sabe: patriotismo.
Em relação à conservação das nossas rodovias, particularmente as “nossas estradas sertanejas”, conforme te falei quando da minha última viagem a Afogados, eu não tive condição de continuar ouvindo uma entrevista concedida, dias antes, por um nobre conterrâneo que, de forma irrefreável defendia a atual gestão estadual, colocando-a num patamar muitíssimo superior àquele comum aos simples seres humanos. Da mesma forma, não posso omitir o asco que me causam os comentários e posicionamentos de alguns “comunicadores” aos atuais governantes, bem como à manifestação de eterna gratidão ao chefe do Poder Executivo Estadual, feita por alguns políticos, em decorrência da realização de obras de asfaltamento, ligando a sede dos seus municípios a uma PE intransitável, exatamente pelo descaso das autoridades competentes, que, quando visitam a Região, o fazem por via aérea.
Meu caro Luciano, quanto à Saúde Pública, no caso particular do Pajeú, a impressão que me causa, sempre que alguém da área concede uma entrevista, é que está falando para ouvintes de outros países, pois, mesmo admitindo, quando provocado, algumas falhas, procura sempre responsabilizar “terceiros”, quando não, a própria população carente que deveria ser atendida. No caso de Caruaru, onde atualmente resido, a situação talvez seja bem pior. Relembro, mais uma vez, que, há alguns anos, nosso amigo Chiquinho da Oficina, foi encaminhado para o HRA depois de sofrer um AVC motivado, por incontrolável hipertensão arterial. E, mesmo contando com uma recomendação especial, o referido paciente, ficou durante vários dias numa precária enfermaria, e, em uma das visitas que eu costumava fazer, tomei conhecimento que, por mais de 12 horas consecutivas, a sua pressão arterial não havia sido aferida. Após a reclamação que fiz junto ao médico de plantão, tomei ciência de que: “O único tensiômetro disponível era o da UTI e não podia ser sair daquela unidade”.
Quanto à educação, ouso sempre fazer um comparativo com a nossa época de aprendizado onde iniciávamos com a “Cartilha do ABC”, depois: Curso Primário, Exame de Admissão, Curso Ginasial, Curso Científico, Clássico ou Técnico, para pensar numa faculdade. Hoje, no que pese toda a tecnologia disponível e, em alguns casos, disponibilizada, a parte mais importante, ou seja, o educador (o ser humano) continua sem merecer o devido respeito dos Poderes Constituídos. E o pior é que, os Secretários, os Gestores, os Administradores e/ou Diretores em geral, salvo raríssimas exceções, são “programados” para defender o atual modelo em função do nome do governante (seja qual for o ente federado) e nunca como uma obrigação estatal.
Nesse aspecto, ou seja, na prioridade absoluta e primordial de marketing governamental, que tem prevalecido de forma crescente e incontrolável em todos os níveis, entra a questão da Segurança Pública, muitas vezes com operações fantasiosas, acompanhadas pela mídia para provocar o respeito da massa de manobra. No entanto, várias delegacias de polícia, vários destacamentos, continuam esquecidas, alguns sem nenhuma infraestrutura; Viaturas continuam quebradas ou sem combustível; falta papel para impressoras, etc.
Em relação ao Sistema Prisional, devo registrar que, aqui em Caruaru, no que pese todas as dificuldades possíveis e imaginárias, inclusive com a superlotação de mais de 1000%. Isso mesmo, mais de mil por cento, a direção do presídio Plácido de Souza tem feito um de trabalho de reeducação muitíssimo importante, mas, é uma questão de “caráter pessoal”, pois, as dificuldades são idênticas e sempre crescentes.
Lembro-me que, em outubro de 2008, na condição de acadêmico, participei do “Seminário Sobre Homicídios no Brasil” que aconteceu no Fórum João Elísio Florêncio, nesta cidade de Caruaru, e contou com a presença de figuras como Arthur Trindade da UnB, Renato Dirk do Instituto de Segurança Pública do RJ, Dalva Souza da Universidade Federal de Goiás, José Maria Nóbrega da UFP, Gláucio Ary Dillon Soares da IUPERJ, Letícia Schabbach da Universidade de Santa Catariana, Elizete Ignácio da Fundação Getúlio Vargas, também do ilustre Promotor de Justiça Dr. Marcellus Ugiette.
Durante o evento, o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade e Violência, e Assessor Especial do Governador de Pernambuco para a área de Segurança Pública, foi questionado pela Coordenação do Curso de Direito de uma Faculdade desta cidade, vez que, o tempo todo, substituía as instituições pelo nome do Governador do Estado. O palestrante tentou explicar fazendo comparativos, mas, como inevitavelmente acontece, “a emenda saiu pior do que o soneto”. Foi algo grotesco.
Também, causam-me nojo, as coalizões que estão acontecendo de forma crescente em nome da tal “governabilidade”, termo demais usado por um “ilustre” e “imaculado” Senador da República, figura conhecidíssima no cenário brasileiro por conta de uma pensão alimentícia.
No dia 29 p/passado, foi publicada no blog do Magno Martins uma nota onde, numa entrevista ao programa Roda Vida da TV Cultura a candidata Dilma Roussef teria dito: “[...] QUE PRETENDE, SE ELEITA, TER LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA A SEU LADO COMO CONSELHEIRO E CONDUTOR DAS REFORMAS TRIBUTÁRIA E POLÍTICA”. Continuando, afirma “[...] RECONHECER A POSSIBILIDADE DE UMA APROXIMAÇÃO COM O PSDB”. (Grifo nosso)
Por fim, meu amigo, eu quero afirmar que não custa nada exercitar ou por em prática o nosso sonho. Assim, e em conformidade a sua convocação: “Vamos usar o instrumento da Ficha-Limpa como critério pessoal” confesso que o usarei de forma consciente e tranquila. EU VOTO NULO.
Edson Siqueira
Caruaru, 29 de junho de 2010
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