ANDERSON FREIRE BEZERRA
Estudante universitário (Fisioterapia) e Cronista
2010, UMA NOVA ODISSÉIA NO ESPAÇO
É amigos, já é possível avistar ali no horizonte o final de 2009. Nada de alarmante até aí, só que esse final de ano traz expectativas para o novo ano que se iniciará; 2010, ano de mais uma eleição; teremos, novamente, o famigerado processo de consulta popular intitulado democrático.
O preocupante tem sido justamente a expectativa para a chegada do 2010, e o que tem acontecido nos bastidores do cenário político dos últimos tempos ( incluo aqui todo o mandato do atual presidente, com direito a eleição e reeleição). Não sei se outras pessoas perceberam, e acredito que não é necessário um senso de percepção tão apurado para isso, mas o que tem acontecido na política brasileira, parece a meu ver, uma preparação do terreno para a semeadura eleitoral, cuja sementinha a ser plantada é a ministra Dilma Rousseff – diga-se de passagem semente de erva daninha. Explico: nos últimos tempos a sociedade brasileira tem assistido, estupefata, as denúncias de corrupção no Senado Federal, tendo como personagem principal o presidente da casa José Sarney. Armou-se o circo, houve quem ameaçasse botar fogo, mas no final, como sempre, acabou em pizza, sendo o pizzaiolo nada menos do que o presidente Lula. Logo ele que criticava tão contundentemente Sarney. Chegou a dizer que um homem com a história que ele possuía merecia ser tratado de forma diferente. Ótimo Sr. Presidente rasgue a constituição, ela de nada serve mesmo! Para mim, a única história que José Sarney possui é a de cacique da aldeia maranhense e braço direito de regimes ditatoriais; enfim, o que parece evidente é que houve todo um conchavo para evitar a renúncia do presidente do senado, com o intuito de manter uma base aliada sólida para as próximas eleições, ou alguém dúvida? Tem mais. O pacote de leis que irão reger as próximas eleições e que determinam o que será permitido aos partidos políticos no período que antecede o pleito foi aprovado. Nesse pacote houve a manutenção das doações ocultas, aquelas em que não é preciso declarar o doador. Se não me falha a memória, foi justamente nesse ponto que o PT conseguiu eleger o atual presidente com o apoio, no mínimo escuso, do caixa dois administrado pelo então tesoureiro do partido Delúbio Soares. A manutenção dessa lei é apenas um prelúdio do que está por vir. Adicione a essa equação eleitoral o maior programa legal de compra de votos do mundo: o Bolsa Família, que este ano chegou à impressionante cifra de 1 bilhão de reais de gastos dos cofres públicos e que também garantiu ao presidente Lula uma margem considerável de votos na sua reeleição.
Parece óbvio o esforço do atual governo brasileiro em garantir mais um mandato, utilizando-se como pode da máquina estatal e das artimanhas tão comuns à política brasileira. Preparem-se todos porque “nunca na história desse país” foi vista uma eleição como esta. 2010 promete...
Anderson Bezerra
João Pessoa, PB, 26 de setembro de 2009
DUELO DE TITÃS: GLOBO X RECORD
Para quem se deu ao trabalho de assistir a TV nos últimos dias, em especial na última semana, deve ter se deparado com o confronto em campo aberto protagonizado pelas gigantes da comunicação no momento: Rede Globo e Rede Record. No centro desse embate estão as denúncias contra o Bispo Edir Macedo, dono da Rede Record de Televisão e da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo o Ministério Público, o Bispo é acusado de desviar as doações de sua igreja para o enriquecimento pessoal e crescimento de sua emissora de televisão.
A guerra começou quando a Globo passou a mostrar incessantemente matérias relacionadas ao caso, inclusive uma delas durando pouco mais de dez minutos no seu principal telejornal; a Rede Record, por sua vez, passou a veicular imagens de vigílias realizadas em templos da Igreja Universal espalhados por todo o Brasil, segundo eles, em defesa da fé e contra os “ataques” proferidos pela Rede Globo. A ofensiva quase que militar tornou-se ainda maior neste domingo, 16 de agosto, quando a Record utilizou seu principal telejornal de reportagens investigativas para se “defender” de tais acusações. Quem assistiu, atentamente e se desvinculando de possíveis parcialidades, deve ter percebido, assim como eu percebi, que ao invés de utilizar o espaço para a sua defesa, a Record buscou abalar não só a imagem da Globo como também do promotor responsável pela denúncia; longe de mim, pois nenhum interesse tenho, de defender a empresa do Sr. Roberto Marinho (in memoriam), cuja habilidade de se associar com o poder constituído, inclusive em épocas tenebrosas para a história desse país, já é conhecida por aqueles interessados no assunto. Mas o fato é que se esperava um pouco mais da Rede Record. Esperava, eu mesmo, uma defesa bem respaldada, com argumentos convincentes e consistentes que dessem ao espectador a sensação de jornalismo sério e imparcial. O que se assistiu no domingo vai à contramão de tudo aquilo que é preconizado no mundo jornalístico, chegaram, a meu ver, a serem baixas e mesquinhas as atitudes da referida emissora.
Lembro a todos os leitores desse modesto material, que a acusação do Ministério público é categórica ao afirmar que: as doações dos fiéis são malversadas e servem para o crescimento financeiro do principal acusado. Em nenhum momento questionou-se a fé daqueles que crêem na Igreja Universal e tampouco a atitude dos dizimistas. Ora, cada um sabe o que faz com o próprio dinheiro. O que me deixa profundamente entristecido é ver que, se confirmada as denúncias, as escrituras sagradas e a fé das pessoas passaram a ser utilizadas de forma horrenda, sem o menor respeito àqueles que crêem e a própria doutrina estudada nesses templos. Como se isso não fosse o bastante, nós telespectadores fomos colocados no meio dessa guerra, numa atitude comparada a de uma criança que busca atenção, no caso IBOPE, o que é um profundo desrespeito por parte de ambas emissoras.
Encerro esperando o entendimento de todos, e as próprias conclusões de cada um.
<br>Aproveito pra registrar o mote dos poetas: Raimundo Nonato e Nonato Costa, que é pertinente ao tema:
“No comércio da fé Jesus não passa// De um produto vendido a prestação.” Para bom entendedor, pingo continua sendo letra e, na dúvida, desligue a tv!
Anderson Bezerra
João Pessoa, PB,18 de agosto de 2009
O MELHOR PRA NOSSA GENTE
Peço licença para participar, como diz o meu pai, Luciano Bezerra, dessa Tribuna Democrática. Sem a pretensão de escrever como ele, cuja arte infelizmente não herdei, e tampouco redigir como outros tantos que passam por esta página e a enchem com o melhor das mentes afogadenses, quero antes de tudo dar uma modesta contribuição.
Desculpem-me, mas não me apresentei: sou Anderson Idianin Freire Bezerra, arcoverdense de nascimento, afogadense por convicção e, hoje, paraibano por opção ou, pelo menos, no momento por necessidade. Esta necessidade está no fato de eu ser estudante de Fisioterapia na capital paraibana, e nesse ponto, minha história combina com a de tantos outros jovens dessa cidade que deixam o berço natal e o conforto do lar em busca de uma formação. E é aqui que queria chegar.
Nossa cidade com ótima localização geográfica e com um potencial de desenvolvimento impressionante, não pode mais perder, mesmo que momentaneamente, seus filhos, que vão atrás de conquistar uma formação superior de alto nível, infelizmente, ainda não disponível em nossa Afogados. Não quero menosprezar a nossa Faculdade de Formação de Professores que há tantos anos tem lapidado personalidades para esta sublime profissão; apenas quero dizer que Afogados há tempos reclama por uma faculdade capaz de formar profissionais nas mais diversas áreas. E para isso, estrutura física a FAFOPAI já dispõe; precisamos aproveitar nossos talentos e formar enfermeiros, advogados, administradores de empresa, educadores físicos, fisioterapeutas etc. Isso não só enriqueceria nossa cidade com educação de qualidade, como atrairia e movimentaria financeiramente a mesma.
Cito como exemplo algumas cidades próximas que, nesta mesma linha de pensamento, têm investido em educação do mais alto gabarito e colhido os louros dessa idéia. A primeira fica no Estado de onde, neste momento envio esta mensagem: Patos, no sertão paraibano, vem alcançando status de cidade universitária, atraindo jovens promissores não só da Paraíba como também de Pernambuco, alguns deles daí de Afogados. A outra, um pouco mais próxima, além de faculdades particulares já possui uma extensão da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Ambas têm, em comum, experimentado um crescimento populacional e econômico surpreendente, posicionando-se dentro de seus Estados como cidades pólos de toda a região.
Apelo aos nossos dirigentes, na certeza de ser ouvido, graças a esse instrumento de comunicação tão bem planejado pelo Fernando Pires, para que somem esforços e concretizem esta idéia, para que assim possamos dar a Afogados da Ingazeira nada mais, nada menos do que aquilo que de fato ela merece: o melhor para a nossa gente.
Anderson Bezerra
João Pessoa, PB,13 de agosto de 2009
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